Inteligência Artificial no marketing: possível e acessível

Tiago Magnus

4 minutos de leitura

Os resultados que as ferramentas inteligentes proporcionam às empresas são os grandes responsáveis pela disseminação do uso da inteligência artificial no marketing. Antes vista com certo receio e até como ameaça, a Inteligência Artificial (IA) tornou-se a galinha dos ovos de ouro para todos os segmentos empresariais – especialmente os responsáveis por criar estratégias com foco no cliente, como é o caso das áreas de comunicação.

 

Clichês à parte, os estudos recentes indicam que mais da metade dos profissionais de marketing já adotam algum tipo de inteligência artificial em suas ações. Consequentemente, todas as técnicas relacionadas – machine learning, internet das coisas (IoT), deep learning e natural language processing (NLP) – tendem a estarem cada vez mais presentes na rotina dessas pessoas.

 

Inteligência artificial no marketing: exemplos e benefícios

Aqui vai uma lista das aplicações de inteligência artificial no marketing mais populares atualmente. Vamos ver quais são?

 

1. Buscas inteligentes

As pesquisas feitas online são mais assertivas, não há dúvidas. Essa capacidade melhorada possibilita buscas mais inteligentes não apenas por assuntos gerais em portais como o Google, mas também por produtos e serviços em e-commerces, por exemplo.

 

Praticamente todos os buscadores, sejam eles independentes ou relacionados a algum site específico, oferecem sugestões de termos relacionados. Ainda que o visitante digite alguma palavra errada, o resultado que ele espera é apresentado em segundos. Um sistema inteligente de pesquisa colabora para uma maior conversão em vendas e fidelização de clientes.

A mudança afeta a forma como os profissionais da área elaboram e otimizam seus conteúdos. Portanto, ao falar em SEO, é imprescindível considerar os algoritmos que funcionam por comando de voz, além dos tradicionais textos.

A Adex, por exemplo, afirma que, pelo fato das pesquisas por voz serem feitas de maneira semelhante com a expressão verbal do usuário, os times de marketing precisam adaptar os conteúdos a essa proximidade.

Neste sentido, as palavras-chave de cauda longa serão substituídas por vocábulos conversacionais, baseados na fala das pessoas. Uma marca que realmente saiba aproveitar essa oportunidade aumentará, consideravelmente, o seu tráfego orgânico.”

 

2. Recomendações e sugestões

Quando um e-commerce possui um inventário muito amplo, não tem nada melhor do que contar com mecanismos habilidosos de recomendação. Essa é uma das possibilidades mais interessantes que a transformação digital no marketing oferece. Ela envolve os casos clássicos de serviços on demand, como Spotify, Netflix e Amazon, que parecem nos conhecer melhor do que nós mesmos.

 

Um artigo publicado no Tech Emergence afirma que, para serem feitas com eficiência, essas sugestões não consideram apenas um formulário de preferências preenchido pelo cliente. Pelo contrário, seguem por um viés muito mais aprofundado e detalhado. Os algoritmos do Netflix, por exemplo, não tomam por base apenas os filmes e séries que uma pessoa assistiu ou favoritou.

Segundo a publicação, “eles também analisam quais filmes são vistos múltiplas vezes, as cenas voltadas ou adiantadas, entre outros aspectos. Tais comportamentos, quando correlacionados e avaliados considerando milhões de usuários, ajudam a decidir pelas melhores recomendações.”

Para as equipes de marketing, a descoberta representa uma ampla gama de novas possibilidades de ação.

 

3. Anúncios e ofertas

A inteligência artificial no marketing também passou a trabalhar com anúncios programáticos. Em outras palavras, processos automatizados de compra e venda.

O Mentionlytics revela que “anunciantes e editores se conectam a um inventário, no qual trocam os anúncios por uma taxa, e as tecnologias de IA usam algoritmos para analisar o comportamento de consumo. Dessa forma, os dados coletados são utilizados para otimizar campanhas em tempo real.”

Ou seja, reúnem esforços para aqueles grupos de pessoas que realmente apresentam maiores chances de conversão.

 

O site também menciona o case da The Economist que, por meio de dados fornecidos pelo uso do portal e do aplicativo da revista, ela identificou as preferências de leitura para melhorar a comunicação com 650 mil prospects não engajados. Em apenas nove dias, 50% das pessoas foram impactadas. No Reino Unido, o índice de consideração aumentou em 32%, enquanto as chances de recomendação entre usuários subiu 24%.

 

4. Experiência do usuário

Com todas as ações voltadas ao consumidor, falar em experiência do usuário já é quase clichê. As técnicas de inteligência artificial no marketing contribuem bastante para aumentar a qualidade e eficiência dessa aproximação entre empresa e cliente.

Por utilizarem dados concretos e cada vez mais específicos, os algoritmos conseguem oferecer momentos únicos às pessoas, ou seja, diferenciais realmente competitivos perante o mercado. O blog da Adext, já mencionado anteriormente, revela que 33% dos profissionais de marketing atualmente aplicam IA para personalizar experiências online e que 63% deles perceberam aumentos nos índices de conversão e engajamento das pessoas com isso.

 

Os chatbots são verdadeiros casos de sucesso, exemplos da aplicação de uma tecnologia que tem funcionado muito bem para a maioria das empresas em âmbito global. Os processos automatizados facilitam a interação com o usuário, que obtém respostas e soluções rápidas, no momento em que achar mais pertinente.

Os robôs estão disponíveis todos os dias, não importa o horário. Sempre a postos, não perdem a paciência, são simpáticos o tempo todo e dão muito mais autonomia ao cliente que, guiado pelos bots, sente-se apto para sanar dúvidas, fazer escolhas mais certeiras e encontrar saídas para dificuldades mais básicas.

 

5. Conteúdos relevantes

Essa comunicação mais assertiva também acontece nos conteúdos textuais e visuais, que hoje podem ser pensados especificamente, com base em perfis diversos de clientes. A inteligência artificial no marketing faz uma separação por nichos, entregando conteúdos relevantes para cada público.

Em outras palavras, os clientes são impactados somente por aquilo que é interessante para eles. Quando aplicamos machine learning a essa “curadoria”, conseguimos determinar os horários e dias da semana mais adequados para enviar um e-mail marketing para um grupo de pessoas, por exemplo.

 

Acima, listei apenas as aplicações mais comuns da inteligência artificial no marketing, mas você deve ter imaginado que não é só isso. As novas formas de consumo representam um oceano a ser explorado, e existem muitas oportunidades de trabalhar o segmento para a personalização da experiência do cliente.

 

Para finalizar, aqui vão três dicas importantes para que o marketing e IA consigam tirar o melhor proveito dessa união:

– atente-se às oportunidades: perceba em quais pontos a inteligência artificial pode ser aplicada para melhorar as estratégias de marketing da sua empresa, da curadoria de conteúdo às possibilidades de personalização.

– certifique-se de que há dados suficientes: não apenas capture informações, use-as a seu favor e de forma inteligente. Portanto, confie em algoritmos verdadeiros, realmente capazes de entregar os insights necessários para agregar valor à marca.

– cuidado com personalizações muito agressivas: quando o cliente percebe que você sabe demais sobre a vida dele, cria-se uma sensação de invasão de privacidade.

 

Bem, como você percebeu na leitura deste texto, a inteligência artificial no marketing já é uma realidade. E mais importante: uma tendência impossível de ignorar. Agora, que tal falar com de nossos especialistas para colocar os ensinamentos em prática?

 

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