O que é data-driven design e como ele pode ajudar a gerar leads?

Fabio Duran

Cofundador e CEO da Hubify. GDista, apaixonado por economia comportamental e vendas. Advogado formado pelo Mackenzie e pós-graduado em Administração de Empresas e Gestão de Projetos pela Universidade da Califórnia.

11 minutos de leitura

Como o design das suas páginas e sistema é arquitetado? Você utiliza os dados e as informações dos seus clientes para definir como criar um site? Caso isso seja feito, seu negócio terá mais chances de atrair mais leads, aumentar as conversões e o faturamento. Para isso, entender o conceito de data-driven design é essencial.

Dessa forma, sua empresa terá uma direção para fazer as mudanças necessárias e evitar tomar decisões baseadas em meras opiniões. Assim, vocês se aproximarão dos desejos dos seus clientes e possíveis clientes, o que fará com que suas páginas atraiam e gerem ainda mais contatos.

Neste artigo, você entenderá melhor o que é esse conceito, como ele funciona e o que você precisa fazer para colocá-lo em prática. Pronto para melhorar a user experience (experiência dos seus usuários) e aumentar suas conversões? Então continue conosco e boa leitura!

O que é data-driven design?

Data-drive significa “guiado por dados”.

Os dados já são utilizados para diversas ações cotidianas, como aplicativos que monitoram a saúde e equipamentos eletrônicos que modificam a temperatura interna de acordo com a temperatura externa. Entretanto, será que os dados também são importantes para que os designs sejam melhores e mais interessantes para o público? Para ajudar a responder a essa pergunta, existe o data-driven design.

Com ele, há a possibilidade de usar os dados como guia para resolver os mais variados problemas na experiência dos usuários. Essa não é uma metodologia ou técnica para ter resultados instantâneos ou infalíveis. Diferentemente disso, é uma forma de pensar como as alterações no seu design devem ser realizadas para otimizar a conversão (CRO) do seu site.

Isso é feito vasculhando dados deixados pelos usuários que mostrem quais são seus comportamentos quando visitam sua página e o que eles têm ou não efetuado, além de executar muito teste A/B. Dessa forma, fica mais fácil propor soluções.

Como o data-driven design funciona?

É comum encontrar pessoas em museus de arte que não entendem sobre os elementos representados, não é mesmo? Embora profissionais experientes tenham desenvolvido e arquitetado as peças de artes, muitas pessoas não entenderam a mensagem que eles desejavam passar. Por isso, pode-se dizer que essa opinião anterior não tem impacto direto na experiência que o público tem enquanto presencia os objetos.

Com o layout de site, o mesmo processo acontece. Uma interface pode ser atraente e inovadora, mas não impactar os usuários ou se transformar em algo que eles gostem. Felizmente, há uma forma de transformar seus negócios! Com uma abordagem orientada por dados, você poderá adaptar seus produtos e serviços às experiências e aos comportamentos dos usuários, fazendo com que suas criações sejam mais atraentes para eles.

É possível obter os resultados do seu site por meio de:

  • pesquisas;
  • testes com usuários selecionados;
  • testes A/B;
  • análise do site;
  • pesquisas com consumidores.

Você poderá escolher as ações mais importantes de acordo com a necessidade do seu projeto e o tamanho da sua empresa. De qualquer modo, o trabalho com os dados é essencial.

É comum que alguns profissionais considerem seu trabalho tão interessante que acreditam que não precisam realizar testes. Steve Jobs, por exemplo, já disse algumas vezes que as pessoas podem não saber o que desejam até que o produto seja mostrado a elas. Considerando a voz desse brilhante CEO, alguns designers podem pensar que a pesquisa é desnecessária, sendo mais interessante a contratação dos melhores profissionais da área.

Isso, porém, está longe de ser verdade. Você deve se lembrar de que Jobs criou uma nova categoria de produtos. Por isso, a menos que os seus produtos ou serviços sejam diferentes de tudo o que já existe no mercado, seu público terá uma boa noção do que precisa e deseja — ignorá-lo fará com que suas soluções sejam superficiais.

Quais são os 3 grandes benefícios do data-driven design para seu negócio?

O data-driven design oferece diversos benefícios para que as conversões do seu negócio aumentem e você possa levar uma experiência de uso mais agradável aos seus clientes. Veja 3 vantagens de usá-lo nas suas práticas!

1. Ter informações relevantes e organizadas

Um dos grandes benefícios de pensar de acordo com os dados é ter conhecimento suficiente sobre seu público-alvo para apresentar as informações mais relevantes e da forma mais organizada possível. Isso significa que seu público conseguirá entender seus conteúdos de forma fácil e seu sistema será intuitivo, evitando que sejam necessários conhecimentos anteriores para utilizá-los.

É comum encontrar alguns sites com mais informações do que os usuários desejam ou precisam naquele momento. O resultado disso são telas confusas, pouco intuitivas quanto aos próximos passos a serem dados, fazendo com que os usuários se sintam confusos.

Tendo dados à sua disposição, você saberá com mais precisão quais são as informações mais relevantes para aquele cliente e quando exibi-las. Vale lembrar que os dispositivos utilizados também influenciam na experiência dos usuários. Por exemplo: clientes que utilizam dispositivos móveis normalmente precisam de telas mais limpas e objetivas, já que a tela é menor do que as encontradas em notebooks e computadores de mesa.

2. Criar ambientes e condições favoráveis para os líderes

Uma liderança baseada em números é mais técnica, prazerosa e fácil de ser seguida pelos liderados. Quando os princípios da data-driven design são seguidos, os gestores da equipe podem tomar decisões mais bem pensadas. Assim, as práticas que consideram apenas o tato ou a opinião dos líderes serão evitadas. Em vez disso, serão privilegiadas apenas as que possam ser facilmente justificadas e amparadas por dados.

Com isso, o ambiente de trabalho tenderá a ser mais transparente e gostoso para toda a equipe. Em primeiro lugar, os colaboradores entenderão que as estratégias empresariais não são tomadas de forma precipitada ou sem o devido estudo. Dessa forma, eles saberão que todos são importantes para o processo de decisão da equipe e que as estratégias escolhidas serão definidas apenas de acordo com os dados obtidos, e não com a preferência de um gestor.

Isso também é benéfico na execução das medidas. Como os funcionários sabem da importância da decisão para a empresa, eles lutarão para gerar os resultados que a empresa necessita. Assim, os funcionários estarão unidos em prol dos objetivos da sua empresa. Além disso, os líderes terão um ambiente favorável para se dedicar os processos essenciais da empresa.

3. Planejar as melhores estratégias

Embora os insights sejam interessantes para que você possa surpreender seus clientes e se destacar da concorrência, é necessário que suas ideias sejam respaldadas com as informações que já estão disponíveis. Ou seja, para você fazer um bom planejamento das suas estratégias, é importante compreender como os usuários têm lidado com o seu sistema e quais são os problemas, as dificuldades e os desejos que eles têm ao navegarem nas páginas da sua empresa.

É comum que os líderes tenham ideias para melhorar a performance das suas páginas e aumentar a conversão. Muitas vezes, investimentos são feitos sem que os devidos estudos sejam realizados. Dessa forma, possíveis fracassos podem desgastar a imagem da empresa com os consumidores, além de desperdiçar importantes recursos para a aquisição de leads, marketing e expansão da marca.

Nesse sentido, os insights devem surgir após uma rigorosa análise do comportamento dos usuários em suas páginas. Dessa forma, sua equipe terá em mente quais são exatamente os problemas enfrentados pelos usuários. Além disso, você terá pistas valiosas sobre os desejos das pessoas que visitam suas páginas.

Mais do que isso, as ideias precisam ser acompanhadas de testes posteriores. Sendo assim, os dados devem estar presentes em todo o processo de decisão do projeto: na compreensão dos problemas, no entendimento das melhores estratégias e nos testes para verificação do desempenho.

Como o data-driven funciona na prática?

Você quer ver, na prática, como ter uma visão baseada em dados pode melhorar seus resultados? A HDFC Red, uma empresa imobiliária indiana, enfrentava sérios problemas com a taxa de retenção das suas páginas, fazendo com que as pessoas abandonassem rapidamente seus conteúdos. Dessa forma, as conversões não atingiam a quantidade desejada e não estavam alinhadas ao perfil desejado.

Com isso, a equipe de design passou a procurar soluções para o problema. O método de trabalho escolhido foi:

  • análise de dados com ferramentas como o Google Analytics;
  • pesquisas de UX (user experience, ou, experiência do usuário), envolvendo testes com usuários e entrevistas;
  • processos de fidelidade baixa, esboçando e configurando hipóteses. Embora isso possa parecer básico, é eficiente para entender e solucionar problemas;
  • processos de fidelidade alta, envolvendo tarefas como a criação de desenhos e ilustrações em programas como Illustrator e Photoshop;
  • revisões — ainda que o projeto esteja em uma fase mais adiantada, é importante procurar por pontos fracos;
  • novas medições para verificar os resultados obtidos.

A empresa verificou que o fundo negro dificultava a leitura do menu principal e que a cor não era positiva para o seu público. Além disso, as expressões usadas nos CTAs (call to action, ou, chamada para ação) não eram interessantes ou chamativas para os usuários. Por isso, a cor do menu passou para uma cor clara, bem como o fundo da página. Além disso, os CTAs foram remodelados para serem mais atrativos para o público.

Essas modificações no design foram responsáveis por uma redução de mais de 20% na taxa de rejeição da página. Além disso, o tempo em que os usuários permaneceram na página aumentou em 70%.

Em resumo, sua empresa também pode ter resultados significativos no número de conversões. Para isso, você deverá:

  • analisar o comportamento dos usuários na sua página;
  • levantar possíveis problemas que têm minado a sua taxa de conversão;
  • definir estratégias a partir dos dados levantados para solucionar os problemas;
  • efetuar testes para validar as ações realizadas.

De que maneira o data-driven design pode melhorar a geração de leads?

Você já imaginou que ir a uma empresa que você considerasse ideal, que tivesse os valores que você defende, as características que você deseja e a identidade visual contando um pouco sobre tudo isso, despertasse ainda mais o desejo de entrar nesse local? As chances de você confiar e comprar com essa empresa seriam maiores, certo?

Isso significa que quando uma instituição considera as informações que os usuários fornecem para arquitetar e executar seus projetos, a adesão tenderá a ser maior, já que os clientes verão no seu negócio exatamente o que eles desejam e defendem. Para os leads, especificamente, seria como encontrar o amor à primeira vista — a sensação é de que o usuário encontrou aquilo que ele realmente queria.

Além disso, a geração de leads pode ser continuamente melhorada. Isso significa que o data-driven design não é uma ação única e esporádica na sua empresa, mas uma forma de pensar a experiência do cliente com as suas páginas. Dessa maneira, sempre há o que melhorar nas páginas, bem como haverá testes a serem realizados, já que as necessidades e os problemas enfrentados pelos usuários são modificados com o tempo.

Quanto mais os clientes virem que o sistema está evoluindo e correspondendo às suas principais necessidades, mais eles terão vontade de continuar fiéis à sua empresa e espalhar sua marca na internet para seus amigos e parentes. Isso é útil para que a aquisição de leads aumente.

Quais são as 4 dicas essenciais para implementar o data-driven na sua empresa?

Quer começar a implementar o data-driven design na sua empresa? Então veja agora 4 dias importantes para usá-lo no seu negócio.

1. Colete dados

Se você quer começar a basear suas decisões em dados, o primeiro passo é coletá-los, principalmente se você tem dúvidas sobre onde começar. Para isso, defina os marcos, segmente seu projeto e priorize o que é mais importante na fase da criação ou modificação do layout da sua página.

Descubra:

  • qual o ambiente de desenvolvimento utilizado (se é ágil ou tipo cascata);
  • quais são os prazos que você tem para concluir o projeto;
  • qual é o orçamento disponível;
  • quantos dados você deve processar por vez.

Depois, você deverá analisar quais clientes você tem atualmente. Utilize algumas das ferramentas disponíveis no mercado para reunir os dados que seus consumidores disponibilizam para a sua empresa. Assim, você conseguirá compreender padrões no comportamento dos usuários e entender se o que você faz atualmente leva a mais ou menos conversões.

Para ficar mais claro, pense em um motorista que leva seu carro ao mecânico. Nesse momento, o profissional perguntará a você quais são os problemas (ou sintomas) que você encontrou no seu carro. Logo depois, o próprio profissional fará um test-drive para que ele colete informações ao vivo (da mesma maneira que você coleta dados), tentando reproduzir os problemas narrados.

Da mesma forma, você deve começar encontrando os problemas que têm afastado as pessoas da conversão. Não basta apenas atrair mais pessoas para o seu site, blog ou a sua landing page. Por isso, os profissionais de marketing e design podem (e devem) trabalhar juntos, para que o trabalho seja bem executado e seu negócio tenha mais lucratividade.

Depois de compreender o que passa na mente dos usuários quando eles navegam no seu site ou blog, você terá dados suficientes para fazer um ajuste e adequar seu sistema às necessidades do seu público.

2. Analise os dados

Também é importante analisar os dados dos seus clientes. Para isso, verifique os dados das páginas do site, qual é o fluxo de comportamento dos usuários e o comportamento que eles têm em cada conteúdo. Após isso, faça uma análise do público para entender quem são suas personas.

Você também pode obter informações com grupos ou a partir de pesquisas diretamente com os clientes. Dessa forma, você usará as tendências comuns para criar as personas do seu usuário. Isso é útil para você executar testes com participantes que correspondam o máximo possível aos seus clientes ideais.

Se você quer receber um feedback antecipado sobre o seu site, você pode realizar um teste durante o estágio de wireframing ou prototipagem. Durante a fase beta, você conseguirá identificar bugs e eventuais problemas. Por fim, os testes também são úteis para avaliar o design final e verificar se há problemas com a experiência do usuário.

A partir do momento que você possui dados de pesquisa do usuário, você poderá refinar seus projetos, testando novas possibilidades que confirmem ou neguem suas suposições. Uma boa forma de fazer isso são os testes A/B. Com eles, você isolará variáveis específicas da experiência do usuário, comparando quais versões trarão os melhores resultados para a sua empresa. Você pode usar esses testes para adicionar, alterar ou excluir algum elemento da interface.

3. Crie uma persona

Um dos primeiros termos abordados no mundo da Experiência do Usuário é a persona. Ela pode ser definida como personagens semifictícios que descrevem seus clientes ideais. O principal objetivo é entender com profundidade e precisão quais são os medos, as vontades e as dificuldades que eles têm. Assim, você terá mais condições de se colocar na pele da pessoa que vai preencher um formulário de aquisição de leads no seu site.

Uma das melhores formas de criar sua persona é fazer pesquisas reais com clientes selecionados (os que mais se aproximam do perfil desejado pela sua empresa). Elas podem ser realizadas de forma presencial ou a distância, contando com perguntas pré-elaboradas, mas dando espaço para que eles contem sua própria visão sobre seus serviços ou produtos.

As pesquisas podem ser utilizadas durante o processo de wireframing ou prototipagem. Essa é uma ótima forma de começar o processo de coleta de dados, uma vez que a empresa verá cada parte da criação a partir dos interesses dos clientes. Quando você estiver na primeira versão do novo design, também poderá utilizá-lo para alinhar os interesses da empresa e dos consumidores.

No momento em que você está criando um novo design ou desejando convencer um novo grupo de pessoas a usar o seu produto, ter uma persona definida é muito importante para que você tome as melhores decisões. Também orientada por dados, você terá condições de compreender quais são as necessidades dos seus usuários. Como resultado, você terá pessoas mais satisfeitas com a experiência que elas têm com a sua empresa.

4. Estude casos de sucesso

Acima, você viu o estudo de caso da HDFC Red. Como essa, há diversas outras empresas que mostram como seus resultados melhoraram a partir da adoção de análise de dados em suas páginas. Dessa maneira, os principais problemas são encontrados e possíveis soluções são propostas. Assim, em vez de pautar as decisões pelo achismo, seu negócio entenderá como outras empresas conseguiram solucionar suas dificuldades.

Vale lembrar que os estudos de caso estão longe de demonstrar como todas as páginas de qualquer segmento devem ser projetadas. Eles servem como inspiração para provocar mudanças na forma da sua empresa pensar e, até mesmo, fornecer insights interessantes para testes.

O que realmente deve determinar quais mudanças devem ser realizadas é a vontade dos seus usuários. Ou seja, ainda que os clientes de determinada empresa tenham aprovado uma modificação no design do site, isso não significa que o seu público também aprovaria as mesmas transformações.

Por isso, não despreze os testes! Supor que seus clientes gostarão da interface criada pode ser um grave erro. Além de atrapalhar a experiência dos clientes, você poderá ter grandes gastos para refazer o trabalho.

Então, não importa o quanto o designer acredita que sua criação é boa, quem utilizará as criações será o público, e a visão dele sobre o projeto é a mais importante. Por isso, se você quer ter um site de sucesso, coloque seus clientes em primeiro lugar na criação e na modificação das suas páginas e do conteúdo, uma vez que eles serão a parte mais atingida e o foco da sua empresa.

Sendo assim, para criar experiências online com foco no usuário, tenha uma abordagem baseada em dados. Utilize os princípios do data-driven design e justifique cada decisão com informações e dados disponíveis. Assim você terá mais condições de descobrir quais são as dificuldades e os problemas deles com o seu design e poderá propor soluções.

Gostou de saber um pouco mais sobre o data-driven design e como ele pode ajudar a gerar leads? Então confira este artigo e saiba como a experiência do usuário pode ajudá-lo a moldar suas vendas!

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