As tendências sobre e-commerce que você precisa saber!

Oscar Sigaki

Engenheiro formado pela FEI, com MBA em Gestão de Negócios pela FGV e Professor de Pós-Graduação no curso de Marketing Digital na UMC. Já foi responsável pelo marketing de performance em projetos como Vivo, Smiles, Kroton, entre outros. Hoje é sócio e COO da Hubify.

5 minutos de leitura

Na semana passada, eu fui convidado para falar sobre marketing digital no programa do canal de TV por assinatura Record News, Elas Comandam.

As vendas via e-commerce crescem anualmente à dois dígitos desde 2011 segundo levantamento da E-bit. Só no ano passado houve um crescimento de 15% em comparação com 2014.

Foi justamente este o contexto de nosso bate papo e ele foi tão legal que eu resolvi colocar em um artigo o que está contextualizando o comércio digital no Brasil atualmente.

Neste post, você verá

Por que o consumidor compra cada vez mais pela internet?

Como o pequeno e-commerce pode competir com as grandes empresas?

Quais erros as empresas consideradas pequenas não podem cometer a partir do início das vendas pela internet?

Hoje é mais vantajoso ter uma loja online do que um espaço físico mesmo que o produto não seja tão conhecido?

Dicas para um pequeno empreendedor que pensa em abrir seu negócio pela internet.

As lojas físicas precisam se reinventar para não ficar para trás?

Por que o consumidor compra cada vez mais pela internet?

Conforme demonstra o levantamento feito pela E-bit que eu inseri no início deste texto, cada vez mais os consumidores estão apostando nas compras online. Mas por que isso acontece?

Certamente sites mais seguros e principalmente experiências bem-sucedidas de compras online contribuem para o aumento das vendas pela internet, mas há outros três fatores pouco citados, mas que certamente aceleraram esse crescimento:

1 – Falta de tempo: Em grandes centros as pessoas têm cada vez mais o sentimento de que falta tempo para tudo e a tecnologia vem para ajudar. Hoje eu posso comprar qualquer coisa pela internet e economizar o tempo que eu gastava para ir ao mercado ou ao shopping.

Curiosamente as roupas masculinas representam a maior fatia de vendas via e-commerce com 17% das vendas online, ou seja, ilustra bem o fato de que os homens não gostam muito de bater perna nos shoppings não é mesmo?! Logo em seguida, a compra de comida pela internet representa 16% do volume das vendas online.

2 – A crise: Com a crise as pessoas passaram a comparar mais preços e nada melhor para fazer isso do que a internet. E se eu já estou buscando algo no ambiente online, as chances de eu comprar lá mesmo por meio de um e-commerce são maiores.

Além disso, com a crise as pessoas tendem à ir menos as lojas e aos shoppings para economizar e acabam comprando mais pela internet.

3 – Outras ferramentas e empresas digitais: Empresas e ferramentas digitais como Whatsapp, 99taxi, Easy taxi, Uber e Airbnb contribuem para a popularização do e-commerce na medida em que mais conectadas, mais tecnológicas.

Como o pequeno e-commerce pode competir com as grandes empresas?

As grandes empresas já possuem um nome consolidado e, por isso, pode parecer que fica até mais “fácil” vender no ambiente online, até porque as pessoas já conhecem sua reputação. Agora, o que é preciso ser feito pelo pequeno empresário para abocanhar uma fatia desse concorrido segmento?

Há hoje a possibilidade dos pequenos se aproveitarem dos grandes! Como? Simples, hoje os grandes como a Lojas Americanas ou Mercado Livre permitem que os pequenos vendam por meio de sua plataforma, é o que chamamos de Marketplace e nada mais é do que um grande shopping virtual.

Nós do Elefante Verde oferecemos, por exemplo, uma plataforma de e-commerce que já integra com esses Marketplaces.

Outra dica que é escolher um nicho, de preferencia com pouca concorrência e se tornar uma referencia nesse segmento por meio de publicação de conteúdo, artigos e vídeos.

Com a internet ficou mais fácil atingir pessoas de lugares distantes, dessa forma, ainda que seja bem de nicho não fica muito difícil fazer sucesso em um mercado com 200 milhões de pessoas como é o brasileiro. Os grandes players têm muita dificuldade em ser os melhores em diversos segmentos ou em segmentos mais específicos.

Quais erros as empresas consideradas pequenas não podem cometer a partir do início das vendas pela internet?

O que os nossos franqueados mais vêm são novos empreendedores que acham que irão ficar rico da noite pro dia ou acham que basta colocar a loja na internet que as vendas vão começar como em um passe de mágica.

Loja virtual é uma empresa como outra qualquer, que precisa de capital, planejamento (estoque/reposição), estudo de mercado, precificação, divulgação e, por óbvio, precisa vender, algo muito mais difícil do que simplesmente colocar um e-commerce no ar.

O maior trabalho dos nossos franqueados têm sido conscientizar seus clientes de que contratar uma boa plataforma de e-commerce para montar sua loja virtual é apenas um dos ingredientes para o sucesso.

Eu chamo especial atenção para a questão do investimento para a divulgação de uma loja virtual: estar na internet não basta, a loja precisa ser encontrada. Atenção: sem trafego, sem acesso à plataforma de e-commerce, não há vendas! Para se ter um ideia, um estudo realizado pela Associação de Comércio Eletrônico há pouco mais de dois anos constatou que 70% das lojas virtuais não realizavam 10 vendas por mês.

Hoje é mais vantajoso ter uma loja online do que um espaço físico mesmo que o produto não seja tão conhecido?

Não há uma resposta pronta para essa pergunta, pois para reponde-la de forma mais assertiva, nós precisaríamos refletir alguns pontos como segmento de atuação e capital disponível para investimento.

Mas, de forma geral, eu entendo que começar online pode ser uma ótima ideia, pois o investimento é menor e hoje você pode trabalhar uma visibilidade mais assertiva pela internet.

Imagine que nem todos que passam na frente de uma vitrine fazem parte do publico alvo da loja, mas na internet você tem como focar seu investimento para aparecer na hora certa e para a pessoa certa, gastando conforme as ações forem dando resultado.

Em nossa rede, por exemplo, possuímos franqueados que operam em sistema home office, coworking ou de escritório, sendo que o que mais impacta em seus resultados é sua dedicação, não de onde trabalham.

Dicas para um pequeno empreendedor que pensa em abrir seu negócio pela internet.

Primeira coisa: faça buscas no google e veja o que já tem relacionado a sua ideia de negócio. Quantos concorrentes? Preços? De onde são? Faça sua lição de casa, uma empresa virtual, não deixa de ser uma empresa. Planejamento é importante, assim como dedicação e foco. O resultado será consequência.

Com relação ao marketing digital de um e-commerce só tem uma coisa a dizer: ele é fundamental! Mas, saiba onde investir, cuidado com o marketing de ego, aquele que prefere “seguidores e curtidas” e se esquece da métrica da receita e lucratividade.

Recentemente rolou aqui em São Paulo o Fórum E-Commerce Brasil 2016, o maior evento sobre o tema na América Latina. Lá foi apresentado os principais canais de geração de vendas para e-commece:

  1. Busca orgânica (aparecer em buscas do google sem pagar anúncio)
  2. Site próprio
  3. Anúncios no google (adwords)
  4. Email marketing
  5. Social Media (Mídia ou Rede Social)

Obs.: essas ordens podem mudar de um segmento para outro. No caso de gastronomia, por exemplo, aplicativos como o Restorando ou o Ifood são importantes, assim como no caso da hotelaria portais como Booking, Trip Advisor ou Expedia também são muito relevantes quando se trata de vendas pela internet.

As lojas físicas precisam se reinventar para não ficar para trás?

Assim como o rádio não acabou quando a TV apareceu, as lojas físicas não irão acabar por conta do e-commerce. Acontece que hoje as coisas acontecem com muito mais velocidade. O rádio demorou 37 anos para ter 50 bilhões de usuários no mundo, a internet apenas 3 anos.

O que quero dizer com isso? As empresas precisam se reinventar constantemente, não apenas as lojas físicas. Está cada vez mais difícil para uma empresa se recuperar se dormir no ponto.

Apenas para ilustrar, foi exatamente por isso nossa rede de franquias, que nasceu em 2011 no auge da compra coletiva, não parou de se reinventar nesses quase 6 anos de vida.

Nos reinventamos constantemente porque nossos clientes precisam do que tem de mais moderno em marketing digital e nos reinventamos porque senão ficamos para trás!

Só este ano lançamos um aplicativo, passamos a oferecer aos nossos clientes site com blog e a melhor plataforma de ecommerce no Brasil, além de fazer gestão de anúncios no facebook/instragram e google.

É como sempre digo: hoje somos melhores do que há 6 meses e daqui 6 meses seremos melhores do que hoje.

E você, está pensando em abrir um e-commerce? Já tem um e-commerce, mas não está satisfeito com os resultados? Espero que esse artigo tenha lhe ajudado. Deixe seu comentário e compartilhe 😉

Posts Relacionados