SEO — Tudo que você precisa saber do básico ao avançado

Oscar Sigaki

28 minutos de leitura

Implementar uma estratégia de marketing digital de performance requer atenção a diferentes detalhes. Se você deseja ter resultados a longo prazo, precisa focar no alcance orgânico, em vez de investir somente nas campanhas pagas. Ao fazer isso, seu grande aliado é o SEO.

 

O Search Engine Optimization, ou otimização para motores de busca, é o que faz o seu site chegar ao primeiro lugar da página de pesquisas do Google, a SERP. Também é por meio dele, que o algoritmo será capaz de ler as páginas e avaliar se são relevantes para o usuário.

Até aqui, talvez você esteja pensando: “ok, eu já sei disso. Qual a novidade?”. A questão é que a prática é bem diferente da teoria. Se você sabe como esse processo funciona, é bem provável que tenha dificuldades para explicar o que é importante para o Google Bot. Também existe uma grande chance de você já ter criado uma estratégia que trouxe poucos resultados.

Por que isso acontece? Porque o SEO poderia ter sido melhor trabalhado — e, aqui, não existe uma fórmula única. O segredo é conhecer as melhores práticas para desvendar o que o Google espera. Percebeu que a prática é mais complexa do que parece?

Para facilitar seu entendimento, neste post vamos mostrar tudo que você precisa saber sobre otimização de sites do básico ao avançado. Depois dessa leitura, você estará mais preparado para colocar sua estratégia em prática. Aproveite e boa leitura!

 

O que é SEO?

A otimização para motores de busca contempla uma série de estratégias e técnicas que buscam posicionar melhor os sites, blogs e as páginas da internet na SERP dos buscadores. O objetivo é alcançar um bom alcance orgânico, e gerar tráfego de qualidade para aumentar a autoridade e visibilidade da sua marca.

Com o tempo, o que o Search Engine Optimization faz é melhorar o ranqueamento e gerar mais oportunidades de negócio ao trazer mais leads e clientes. Como consequência, existe a possibilidade de aumentar o seu faturamento.

Dúvida que isso aconteça? Basta ver alguns dados que comprovam essa informação, retirados da pesquisa SEO Trends 2020:

  • 44,2% dos investimentos em SEO é estabilizado;
  • 59,1 tem como foco o crescimento do tráfego orgânico;
  • 48,2% das empresas acreditam que a produção de conteúdo para o blog é a técnica mais eficiente;
  • 75,2% fazem uso de alguma ferramenta;
  • 45,5% das empresas que aliam a otimização ao marketing de conteúdo conquistam melhores resultados.

 

O que esses dados mostram? A resposta é simples: ou sua empresa investe no SEO ou está fadada ao fracasso, pelo menos, no âmbito do marketing digital. Afinal, com milhões de empresas e resultados listados, é preciso saber se destacar. É aquela velha história da competitividade do mercado, que atinge também a internet. 

 

Qual a origem do SEO?

O Search Engine Optimization surgiu ainda na década de 1990, a partir de um questionamento. Na época, o Google já existia, mas o processo de ranqueamento não era sofisticado como hoje. Ainda assim, em 1996, uma banda ficava na primeira posição quando a palavra-chave usada era “Jefferson Starship”.

No entanto, aparentemente do nada, o resultado caiu do primeiro para o quarto lugar da lista. O que teria acontecido? Esse foi o questionamento do empresário da banda para os responsáveis pela comunicação do Google na época, os designers Leland Harden e Bob Heyman.

 

O fato é que eles também não sabiam explicar muito bem. Por meio de uma análise, perceberam que o número de vezes que o termo “Jefferson Starship” aparecia no site havia diminuído. Por isso, voltaram a inserir essa palavra-chave.

O que aconteceu? O retorno à primeira posição. A partir daí, muitas foram as melhorias para posicionar bem as páginas na SERP. Hoje, a estimativa é que sejam feitas mais de 500 atualizações anuais — apesar de serem divulgadas apenas as mais importantes e que impactam os sites.

 

Quais são os tipos de busca?

O Google trabalha com a chamada psicologia da busca. O propósito dela é centralizar o usuário para atender a suas necessidades e demandas. Na verdade, todo o inbound marketing tem essa prerrogativa, já que tem uma atuação passiva e com o objetivo de educar o consumidor, para ele encontrar o que deseja.

Por exemplo, se a busca é por “veterinário São José do Rio Preto”, pouco adianta virem resultados de um profissional na cidade de São Paulo. Apesar de serem no mesmo estado, a distância é de mais de 400 km.

A mesma prerrogativa é válida para qualquer pesquisa realizada. Se os primeiros resultados são diferentes do esperado, é bem provável que você — ou qualquer outra pessoa — refaça a busca. Por isso, o algoritmo precisa considerar a intenção da pesquisa, ou seja, o que o usuário quer encontrar com aquela palavra-chave.

 

Mais que uma atividade aleatória ou mesmo baseada em dados, é preciso ter um bom toque de inteligência. Por isso, as novas tecnologias — como o machine learning e o processamento da linguagem natural (PLN) — são cada vez mais utilizadas.

Dessa forma, é possível entender o comportamento do usuário e oferecer resultados ainda mais relevantes. Quando você direciona bem o SEO e também analisa o perfil do público-alvo, da sua persona e a intenção da pesquisa desses personagens, vai atrair as pessoas certas para o seu site.

Em outras palavras, é um trabalho conjunto que oferece o resultado certo. Mais para frente, vamos detalhar o que você pode fazer. Por enquanto, é preciso conhecer os diferentes tipos de busca colocados em prática pelo Google. Existem 3 principais. Confira!

 

Busca navegacional

A também chamada pesquisa de atalho é aquela em que o usuário já sabe qual site deseja acessar, mas não lembra da URL ou não quer digitá-la. É o caso de ele pesquisar no Google por “Hubify”. Ele já sabe que quer ler sobre marketing digital de performance e focado em resultados, e entende que vai achar a informação de que precisa nessa agência.

Ao fazer essa busca, o Google vai trazer nos primeiros resultados as informações relacionadas. Nesse caso, o primeiro lugar é a página da Hubify. Depois, um site com as vagas da empresa. Em seguida, o perfil do LinkedIn, Youtube e Facebook.

Perceba que, ainda que apareçam links de outros sites, todos eles colocam a Hubify em evidência, porque é isso que o usuário quer. Ele deixou bem claro com a palavra-chave e o Google executa, então, isso representa uma busca navegacional.

 

Busca informacional

Já começo com a indicação de um vídeo do nosso canal que pode complementar essa explicação. Confira!

 

Bom, o foco aqui são as informações, que podem vir em formato de notícias, artigos explicativos, releases etc. Por isso, a busca informacional contempla pesquisas em que o usuário ainda não sabe o que deseja, nem a qual site chegará. Ele ainda não tem, portanto, uma intenção de busca clara.

Nesse formato de busca, o SEO é ainda mais importante, porque as empresas precisam ter um bom ranqueamento para ficarem em evidência. Além disso, nessa pesquisa o mais comum é que o usuário clique nos resultados orgânicos.

O motivo é simples: ele acredita que esses links têm mais chances de resolver sua dúvida ou necessidade. Um exemplo de busca informacional é a palavra-chave “marketing digital de performance”.

O primeiro resultado apontará para o blog da Hubify, mais especificamente para um texto que explica o que é esse tipo de marketing digital. Em seguida, surgem outros links que explicam essa dúvida e mostram por que vale a pena investir na estratégia.

 

Busca transacional

O terceiro tipo de pesquisa é aquele em que o usuário deseja executar uma ação, por exemplo, contratar um serviço, comprar um produto, encontrar uma loja etc. É uma busca bastante focada em e-commerces, mas que também beneficia outros negócios que fazem transações pela internet.

É o caso de colocar como palavra-chave “contratar agência de marketing digital de performance”. Os primeiros resultados serão anúncios de empresas próximas à sua casa e os links orgânicos direcionam para o conceito desse tipo de negócio, as vantagens de contar com uma empresa desse perfil e mais.

 

Como funciona o Google?

Agora que você entendeu o que é o SEO, sua origem e os tipos de busca existentes, chegou a hora de saber exatamente como o Google funciona. É aqui que você vai entender melhor quais são as boas práticas que ajudam a ranquear bem o seu site na SERP.

Antes de chegar a esse patamar, é necessário explicar que existem dois tipos de resultados: os orgânicos e os pagos. Os primeiros são aqueles posicionados de acordo com a relevância percebida pelo algoritmo. São estratégias que demoram mais tempo para surtirem resultados, mas muito consistentes.

 

O alcance orgânico é o verdadeiro marketing digital de performance, focado em resultados de longo prazo e que trazem benefícios mais sólidos para o seu negócio. No entanto, você pode agilizar a geração de oportunidades pelos links patrocinados.

Ele é importante, mas sempre com uma estratégia de longo prazo sendo realizada ao mesmo tempo. Também é necessário destacar que, ainda que atraiam potenciais clientes, os resultados pagos fornecem um tráfego de menos qualidade.

Por isso, a chance de gerarem oportunidades é menor, já que são encarados como resultados não relevantes. Devido a esses motivos, é essencial trabalhar a estratégia de longo prazo com base no alcance orgânico. É assim que você vai entender e aproveitar as potencialidades oferecidas pelo Google Bot.

 

O funcionamento do Google Bot

Mais que um algoritmo, o Google Bot é uma espécie de rastreador. Isso porque ele tem o dever de monitorar todas as páginas da internet. É isso mesmo, ele verifica cada link e conteúdo postado, a fim de entender o que está escrito ali e o que é relevante para o usuário.

Esse processo é feito por meio de um crawler, isto é, um sistema que armazena todas as páginas em uma base de dados. Isso só deixa de acontecer quando a URL está em desacordo com as regras internas, ou tem o acesso bloqueado.

Assim que o acesso é permitido ao crawler, ele avalia diferentes variáveis, como URL, título, conteúdo do texto etc. As informações são classificadas e armazenadas de acordo com as normas internas. Entre os principais fatores analisados para definir a relevância estão:

  • rastreamento;
  • indexação;
  • ranqueamento.

 

Assim, o Google apresenta os melhores resultados para a palavra-chave pesquisada. Portanto, o Google Bot funciona como uma biblioteca, assim, por catalogar todos os títulos, ele indica exatamente onde você pode encontrar o que busca. Com isso, o processo é facilitado e a experiência do usuário melhora.

 

Os aspectos ignorados na leitura do Google Bot

Ainda que nós tenhamos um tipo de leitura, o crawler do Google tem uma visão diferente das páginas. É por isso que o site de uma empresa nem sempre está bem posicionado nas pesquisas, ainda que o empresário ou a equipe de marketing acreditem que as informações estão colocadas da maneira correta.

Por isso, o primeiro critério para ter uma boa leitura do seu site é trabalhar em HTML. Outros formatos de programação são lidos com mais dificuldade ou, até mesmo, ignorados. Além disso, o Google Bot ignora javascript e imagens.

 

Imagens

Então, o que ele lê? Com textos e códigos, mas isso não significa que você deixar as imagens de lado, na verdade, o conteúdo visual está em evidência e é uma das tendências para 2021.

As imagens tornam a página mais atrativa para o usuário, até mesmo porque 90% das informações transmitidas ao cérebro estão nesse formato. Além disso, elas são processadas e entendidas com mais rapidez. Para se ter uma ideia, a velocidade é 60 mil vezes maior que um texto. Já pensou?

Portanto, para resolver o problema entre a leitura do Google Bot e o SEO, é preciso usar uma estrutura adequada, que trabalhe o alt text, também chamado de texto alternativo. A ideia é colocar uma descrição completa. Assim, o robô vai entender o que está na figura e o crawler fará a identificação. Caso contrário, o entendimento do algoritmo é que ali está um espaço em branco.

 

Palavras-chave

Além dessas, existem outras técnicas de SEO que contribuem para ranquear melhor sua página na SERP. Ainda assim, o principal é ter um conteúdo de qualidade, pouco adianta repetir várias vezes a palavra-chave. O excesso de boas práticas pode até punir o seu site ou blog, pois o Google entende que é apenas uma combinação de elementos desejados com pouca coesão e coerência.

Por isso, o marketing de resultados depende de posts qualificados e capazes de levar informações úteis para o usuário. Lembre-se de que o Google usa a inteligência artificial no marketing cada vez mais e as últimas atualizações realizadas no algoritmo confirmam essa afirmação.

 

Assim, os diferentes vieses dos contextos das palavras usadas nas pesquisas são mais bem compreendidos. Por exemplo, quando você pesquisa sobre “como abrir uma franquia”, é normal aparecerem resultados referentes à abertura de uma loja franqueada e também sobre o começo de um franchising.

Com o Google Bert, a expectativa é que essa divergência seja solucionada e passe a apresentar apenas resultados de abertura de uma loja franqueada.

 

Quais são as técnicas para SEO Onpage e Off page?

Alcançar ao topo do Google depende de uma série de estratégias. É impossível conhecer todos — só o Google pode responder esse questionamento. Além disso, existem mais de 200 fatores de rankeamento, que interferem nos resultados e fazem seu site estar mais ou menos adaptado ao que o Googlebot deseja.

Aqui, é preciso considerar a existência de duas principais categorias de fatores: onpage e off page. O ideal é trabalhar os dois aspectos. Contudo, eles são diferentes e contam com variáveis diversas. Para deixar claro, explicamos abaixo.

 

SEO Onpage

É uma técnica que trabalha a estrutura interna do post ou site. Por isso, tem relação com a compreensão do algoritmo sobre como o seu conteúdo está vinculado aos termos pesquisados pelos usuários.

Por suas características, o objetivo do SEO Onpage é otimizar o próprio site. É importante trabalhar títulos e intertítulos, mas essa estratégia tem mais a ver com o que usuário precisa, do que com a repetição ou o posicionamento de palavras-chave.

Dentro deste cenário, existem vários fatores relevantes para o algoritmo do Google. Acompanhe os principais e suas explicações.

 

Qualidade do conteúdo

Prioriza a experiência do usuário. Desde o lançamento do Google Panda, em 2011, o crawler identifica os conteúdos de baixa qualidade e os armazena na categoria de menor relevância. Com isso, otimiza os resultados nas pesquisas.

Por isso, mais que usar as técnicas indicadas, é fundamental ter um conteúdo aprofundado e original. O texto deve ter qualidade, ser organizado, ter legibilidade e fácil navegação. Tudo isso ajuda a ranquear bem o post!

 

Tamanho do conteúdo

Acredite ou não, a quantidade de palavras de um conteúdo interfere no SEO, apesar de não ser o fator mais relevante. Ele precisa ser complementado com outras variáveis para ser entendido da forma correta.

Muitos estudos indicam que o tamanho ideal ficaria por volta de 2500 palavras. Por outro lado, há pessoas que acham essa quantidade muito grande. O fato é que tudo depende do tipo de post a ser desenvolvido. Além disso, a maioria das pesquisas sinalizam a importância de usar um conteúdo longo.

Isso quer dizer que você deve elaborar apenas conteúdos longos? Claro que não. No entanto, existe um motivo por trás dos bons resultados desse tipo de publicação. O principal é a profundidade. Um post de 500 palavras será superficial, por excelência.

 

Em um post maior, é possível desenvolver melhor as ideias, apresentar exemplos e cases de sucesso, explicar melhor termos técnicos e por aí vai, garantindo um visão com mais qualidade.

Além disso, a estratégia de conteúdo longo é ideal para a análise do crawler do Google. Ele traz mais elementos de SEO e se torna mais interessante, ainda que o usuário nunca leia tudo o que está escrito. Inclusive, uma pesquisa da Nielsen aponta que a atenção foca apenas 20% do post.

Então, por que vale a pena um conteúdo longo? Mais que a varredura do algoritmo, existe o fato dos usuários observarem títulos e intertítulos para saberem o que está escrito. Geralmente, isso agrega valor — daí a importância do tamanho do post.

 

Título interno

É o title tag, ou seja, o título que o usuário verá quando acessar o conteúdo do blog ou site. Ele deve ser diferente to SEO title, porque esse é um fator externo e que tende a atrair o leitor. Portanto, as funções dos dois são diferentes.

Em relação ao título interno, seu objetivo é garantir que o usuário tenha mais interesse em ler o seu conteúdo. Afinal, ele já clicou no link, e agora só falta dar continuidade à visualização. Por esse motivo, existe mais liberdade na hora de posicionar a palavra-chave e ter criatividade. O tamanho também é flexível.

Por todos esses motivos, vale a pena investir um bom tempo na construção do title tag. Para ser eficiente, busque cumprir os seguintes objetivos:

  • despertar a curiosidade;
  • apresentar os benefícios da leitura;
  • ter a palavra-chave em algum lugar;
  • fazer uma promessa a ser cumprida.

 

SEO title

É o título que aparece na página de resultados do Google. Ele é um dos fatores mais importantes para o SEO Onpage, pois é responsável por atrair o usuário.

O motivo é sua relevância para a garantia de uma alta taxa de cliques (CTR) no conteúdo. Aqui, também é preciso ser criativo, mas é fundamental seguir os fatores de ranqueamento:

  • ter cerca de 55 caracteres, contando os espaços;
  • deixar a palavra-chave à esquerda, para sempre aparecer no Google;
  • ser mais objetivo.

 

Por exemplo: “SEO — tudo que você precisa saber do básico ao avançado” tem exatamente 55 caracteres e é o SEO title.

 

URLs amigáveis

Aconteceu alguma vez de você precisar acessar um conteúdo e ter dificuldade de encontrá-lo? Ou de digitar o endereço no respectivo campo e não acertar? É bem provável que as duas situações sejam derivadas de uma URL pouco amigável.

O ideal é evitar o uso de caracteres especiais, números e letras diferentes, como o “ç”. Além disso, quanto mais sua URL focar a palavra-chave, melhor. Essa é uma forma de criar um endereço fácil de lembrar e acessar.

 

Por exemplo, o texto “Afinal, como funciona o algoritmo do Google?” foi publicado no blog da Hubify. O site da agência é “www.hubify.com.br”. O blog acrescenta a partição respectiva e fica: “www.hubify.com.br/blog”. Como o conteúdo está na categoria SEO, fica descrito: “www.hubify.com.br/blog/seo”. E a palavra-chave é “algoritmo do Google”, então: “www.hubify.com.br/blog/seo/algoritmo-do-google”.

Entendeu como deve ser a construção? Essa estrutura interna é bastante organizada. Por isso, é fácil de ser lida pelo crawler do Google. Ainda existem outras recomendações: você pode usar o criador de URL do Google e adotar as seguintes dicas:

  • incluir a palavra-chave;
  • ser curta e de fácil interpretação;
  • ter um subdomínio;
  • utilizar hífens para separar as palavras, pois o Google não entende espaços;
  • estar relacionado com o título do post.

 

Heading tags

Sabe os H1, H2, H3 e assim por diante? Eles são tecnicamente chamados de heading tags e são fundamentais para a organização do conteúdo. Isso porque identificam a prioridade de cada item da página. Por isso, o título é sempre o H1 e ele deve ser usado apenas uma vez a cada URL.

O restante pode ir de H2 a H6. No entanto, o mais comum é usar H2 e H3. Para deixar mais claro, vamos usar este texto como exemplo:

  • H1: SEO — tudo que você precisa saber do básico ao avançado;
  • H2: o que é SEO, qual a origem do SEO, quais são os tipos de busca etc.;
  • H3: busca navegacional, busca informacional, busca transacional, SEO Onpage, SEO Off Page e mais;
  • H4: qualidade do conteúdo, tamanho do conteúdo, título interno, SEO title e outros.

 

Entendeu como o texto está hierarquizado? Assim como fica fácil para você entender, também se torna mais simples para o algoritmo do Google fazer a leitura e considerar o texto relevante. Outros benefícios dessa estrutura são:

  • facilitar a interpretação do crawler;
  • sinalizar as informações mais importantes;
  • definir os temas abordados;
  • simplificar a escaneabilidade do post.

 

LSI: palavra-chave

Usar a palavra-chave a todo momento já não é mais uma prática recomendada. Se antes bastava colocá-la várias vezes, por meio da prática chamada keyword stuffing, agora essa medida é vista com maus olhos pelo algoritmo, ao ponto de punir o site ou blog, a depender da situação em que se encontra.

Isso porque a simples inserção de palavras-chave torna os conteúdos com menos qualidade. Além disso, as variações não eram consideradas, o foco era apenas o termo exato. Desde o lançamento do Hummingbird, em 2013, esse cenário mudou.

 

O campo semântico passou a valer e a qualidade do conteúdo se tornou fundamental para atender à demanda do leitor. Por isso, o Latent Semantic Index é o principal. Ele indica que você deve usar palavras relacionadas à keyword do texto. O Google vai entender e ranquear da mesma forma.

O uso desses termos relacionados deve ser natural, assim como aconteceria em uma conversação. Por exemplo, se a palavra-chave é “SEO”, você pode usar como variações:

  • Search Engine Optimization;
  • otimização para motores de busca;
  • otimização para buscadores;
  • melhorias para buscadores;
  • otimização para o Google.

 

E ainda tem outras possibilidades, você pode até colocar uma vírgula ou um ponto final entre a palavra-chave e o LSI, para garantir que ela será entendida. Por exemplo, se a keyword é “marketing digital em 2020”, você poderia construir a seguinte frase, sem prejuízo ao sentido: “É por isso que você precisa conhecer melhor o marketing digital. Em 2020, as tendências são:”.

Por isso, tenha criatividade para ver até onde pode chegar. Se tiver alguma dúvida, a dica é fazer a pesquisa com a palavra-chave exata e depois com a variação para saber se os resultados serão aproximados. Se a resposta for sim, pode colocar no texto!

 

Tempo de permanência

É outro fator relevante de ranqueamento, porque sinaliza que os usuários notaram algum valor naquela página. Em outras palavras, ela atende às necessidades dos usuários e/ou solucionar alguma dúvida. Portanto, tem qualidade!

O ideal é garantir o máximo de permanência na página. Como fazer isso? Algumas ações adequadas são:

  • criar conteúdo de qualidade;
  • ter uma introdução atrativa, que convença o usuário a ler o restante do texto e a ver os benefícios que terá com ele;
  • usar frases de conexão, que ajudem a dar fluidez ao post. Por exemplo: então, isso não é tudo, ainda tem mais, que tal saber o que pode conseguir etc.;
  • elaborar intertítulos objetivos e que mostrem um benefício claro.

 

Tenha em mente que, se o usuário entrar e sair com rapidez da página, isso é um mau sinal. Caso aconteça com frequência, sua página pode ser punida.

 

Imagens otimizadas

Ter um bom SEO também significa otimizar as imagens, como demonstramos. Como o Google não as lê, é preciso usar elementos textuais para otimizar. Para isso, é importante atentar a duas principais variáveis:

  • nome do arquivo: deve ter a palavra-chave separada por hífens;
  • alt text: é o texto alternativo e o elemento principal. É importante para indicar ao algoritmo do Google o que está na imagem, e também para pessoas com deficiência visual, que precisam de leitores de tela.

 

Para garantir o máximo de eficiência, vale a pena fazer uma descrição detalhada da imagem com a palavra-chave.

 

Linkagem interna

Com a linkagem interna, o crawler analisa e consegue aperfeiçoar a experiência do usuário. Além disso, é uma forma de sinalizar quais conteúdos são mais relevantes e aumentar o tempo de permanência do leitor, já que ele pode passar de um post para outro.

 

Design responsivo

Ter uma URL adaptada para dispositivos móveis é um bom fator de ranqueamento para o seu site ou blog. Se até alguns anos atrás era um diferencial, hoje o mobile first é obrigatória. Caso ignore essa recomendação, perderá posições no Google.

 

Tempo de carregamento

Demorar para que seu site seja carregado é um ponto negativo na otimização dos motores de busca. Os algoritmos punem aquelas URLs que demoram muito tempo para abrir. Aqui, também vale o cuidado com o tamanho do arquivo das imagens, já que, se for muito pesado, tende a levar mais tempo para abrir.

O tempo de carregamento tem outra implicação: quanto mais demorar, maior é a chance do usuário sair do seu site. Nesse caso, você é penalizado duas vezes.

 

Meta description

É um código que não interfere de forma direta no ranqueamento da página, mas explica o conteúdo existente no link. Com isso, ajuda a atrair o leitor, sendo positivo para o SEO e à taxa de cliques do site. Entre as boas práticas da meta descrição estão:

  • usar a palavra-chave;
  • resumir o conteúdo e apresentar seus benefícios;
  • ser totalmente diferente da introdução;
  • ter cerca de 150 caracteres;
  • nunca prometer algo que não será cumprido.

 

Botões de compartilhamento

Esse é outro item importante para o SEO, ainda que não sejam um fator de ranqueamento direto. Isso porque, ajudam a ter uma página otimizada e melhor para a experiência do usuário. Portanto, invista em botões de compartilhamento bem localizados e visíveis.

 

SEO Off Page

É focado nos aspectos externos ao site, mas que ajudam a otimizar as páginas internas devido ao aumento da reputação e autoridade da página. Por isso, é preciso ter uma estrutura de backlinks.

Esses elementos são links de outros sites que apontam o seu. É o caso de usar o dado de uma pesquisa e confirmar o dado pelo redirecionamento à página da empresa que realizou o levantamento.

 

Quanto mais links externos apontarem para o seu site ou blog, melhor. O Google entenderá que as suas páginas têm mais relevância e autoridade. Portanto, o posicionamento será melhor com a ajuda desse elemento de SEO.

Qualquer que seja o tipo de linkagem a ser feita, o ideal é colocar o hiperlink no termo buscado, não apenas em uma palavra. Além disso, se for possível usar próximo da palavra-chave da URL, melhor.

Outros recursos que ajudam no SEO Off Page são os sinais sociais, que consistem nas menções da marca nas redes sociais, e os botões de compartilhamento, que já abordamos. Ainda existem elementos mais específicos. Veja quais são eles:

 

Link building

É o item mais importante a ser trabalhado aqui. Por meio do link building, você aumenta a autoridade e a relevância do seu site, mostra que sua marca tem domínio sobre o assunto e se torna uma referência. Por isso, quanto mais indicações tiver, melhor.

Se a relevância do site que aponta para o seu for maior, você conquistará respeito e relevância. Se for menor, não tem problemas. A única exceção é o caso dos links com temas bastante diferentes dos seus. Nesse caso, o link building foi feito de forma incorreta. Não existem prejuízos, mas nenhum benefício também.

 

Autoridade

Existe uma regra geral que determina que os conteúdos mais antigos têm mais relevância que os recentes. Apesar de ser bastante importante, essa questão vem sendo modificada aos poucos. Algumas atualizações do algoritmo do Google revisaram essa questão. Por isso, a autoridade consiste em uma série de fatores combinados.

 

Localidade

É um fator importante de ranqueamento, porque os resultados aparecerão conforme a sua localidade e a do usuário. Se ele estiver em Florianópolis, por exemplo, e pesquisar sobre agências de marketing digital, serão priorizados resultados da região. Por sua vez, se quiser almoçar comida tailandesa em São Paulo, serão verificados os restaurantes mais próximos à você.

 

Social

É o último aspecto, que tem relação com o engajamento e as menções nas redes sociais. Esses fatores interferem no ranking, porque o Google entende que sua marca é relevante quando tem um bom número de interações. É assim que você ganha ainda mais autoridade e relevância por meio do Search Engine Optimization.

 

Quais são as vantagens do SEO?

A explicação até aqui deixa claro que existem muitos fatores a considerar na otimização para motores de busca. No entanto, existem muitas vantagens de contar com essas práticas. Afinal, uma empresa que não é vista no Google praticamente não existe, certo?

Entender o seu próprio comportamento como usuário ajuda a saber quais são as vantagens do SEO. De toda forma, vamos explicar as principais a seguir. Confira!

 

Melhoria do posicionamento do Google

As técnicas de otimização de sites têm como principal objetivo ranquear melhor a sua página perante o Google. O propósito é estar em uma boa colocação para aumentar a sua chance de receber cliques, até mesmo porque 75% dos leitores ficam apenas na primeira página ao fazerem uma pesquisa.

 

Aumento nas vendas

A atração de um número maior de leitores aumenta a chance de conquistar leads e, por consequência, fechar mais negócios. Existe um aumento natural do percentual de vendas, inclusive porque mais pessoas visitam o site e entram em contato.

 

Geração de credibilidade

A reputação dos sites que estão nos primeiros lugares da SERP são encarados como mais confiáveis. A empresa é vista com boa reputação, o que faz ela ser mais divulgada e ter sua imagem fortalecida perante os clientes. Dessa forma, há ainda mais os chances de aumentar as vendas.

 

Aumento das chances do cliente encontrar a sua empresa

O SEO, como uma estratégia de inbound marketing, muda o cenário de atração de clientes. Assim, surge um esforço maior de ajudar na informação e auxiliar na jornada de compra, até que a tomada de decisão seja tomada. Com isso, o consumidor chega até seu site, não o contrário. A partir daí, existe a autorização de contato e a pessoa não se sente invadida.

 

Favorecimento à segmentação

O SEO pode ser utilizado para várias estratégias, inclusive para a segmentação da empresa. As ações são direcionadas para o público-alvo específico, e com maior chance de adquirir produtos e serviços. Essa é uma maneira eficiente de alcançar o nicho de mercado esperado e incentivar as compras.

 

Destaque na concorrência

A realização de uma boa estratégia de otimização de sites se torna um diferencial competitivo. A empresa fica mais bem posicionada no mercado e atinge um patamar de referência. Ao mesmo tempo, o tráfego de qualidade aumenta, porque as pessoas certas são atraídas para seu negócio.

 

Geração de leads

Os visitantes do site surgem, em boa parte, a partir dos buscadores. Portanto, o SEO ajuda a gerar esses leads, que veem o resultado do Google como confiável. Esse é o marketing digital de performance, que foca o alcance orgânico e traz oportunidades a partir de estratégias bem consolidadas.

 

Quais são as estratégias de SEO?

Em primeiro lugar, gostaria de fazer um convite para conhecer o nosso material sobre Topic Clusters, que promete ser uma tendência em 2021!

seo

Bom, entender o comportamento do Google e as boas práticas de otimização para os buscadores é essencial para implementar uma estratégia de sucesso. Porém, ainda falta saber mais, para isso é necessário analisar diferentes elementos, que resultarão em melhores resultados.

Para ter sucesso, é necessário lembrar dos pilares do SEO. Eles são:

  • relevância: indica que o site é o melhor resultado possível. Para isso, é preciso ter boa indexação, oferecer experiência ao consumidor e criar conteúdo de qualidade;
  • autoridade: mensura a reputação do site na internet por meio dos hiperlinks de outras páginas que apontam para as suas URLs e também pela quantidade de pesquisas feitas pela sua marca;
  • performance: é derivado dos outros dois aspectos. Um bom desempenho significa que seu site estará nas primeiras posições do Google, receberá tráfego de qualidade e atingirá os objetivos de marketing.

 

Considerando essas etapas e os aspectos já apresentados, você consegue criar conteúdo relevante para o usuário e de acordo com o planejamento estratégico definido. Ao mesmo tempo, efetiva o monitoramento e a análise dos resultados, a fim de garantir que eles estão dentro daquilo que seu negócio espera para o SEO.

Mais além, ainda existem outros fatores relevantes a considerar. Alguns deles já foram citados, mas pouco aprofundados. Por isso, deixamos um espaço específico aqui para abordá-los. Então, que tal saber mais?

 

Palavra-chave

Implementar uma estratégia de SEO depende de definir palavras-chave corretas. É com esse elemento que você vai “colocar a mão na massa” e começar a ter bons resultados. Por isso, é importante entender que as keywords mudam conforme o conteúdo, e é por meio delas que o usuário fará a sua busca no Google.

Aqui, valem desde perguntas mais superficiais e apenas por curiosidade até uma dúvida mais técnica e complexa. Desde que o usuário use a palavra-chave cadastrada e na qual seu site está bem ranqueada, ele pode encontrar a sua empresa.

Isso também significa que você pode ter um bom posicionamento para uma palavra-chave e uma colocação ruim para outra. Para ter equilíbrio, é preciso saber trabalhar todas elas a partir de dois aspectos:

  • conhecimento das personas;
  • pesquisa das palavras-chave mais adequadas ao conteúdo, a fim de encontrar as melhores oportunidades.

 

Vamos detalhar melhor esses dois elementos a seguir. Antes disso, é importante reforçar que é por meio da palavra-chave que você vai atrair visitantes para o seu site ou blog. Portanto, ela é indispensável para alcançar bons resultados.

Fazendo um paralelo, é como se você deixasse de agir no escuro e tivesse um alvo bem definido. Em vez de depender da sorte, você utiliza os dados e as boas práticas para alcançar os objetivos esperados.

A questão é: como alcançar esses propósitos? É o que mostraremos agora, a partir daqueles dois aspectos que citamos antes: personas e pesquisa. Vamos lá?

 

Ferramentas importantes

Pesquisar as palavras-chave pode ser difícil, mas fica muito mais fácil com a ajuda de ferramentas especializadas. Você nunca deve definir uma keyword por “achismo”. Sempre deve estar embasado em dados.

É aqui que as ferramentas entram. Elas focam a análise de SEO, busca e identificação dos termos mais usados pelos usuários do Google para pesquisar sobre determinado assunto. Por isso, em vez de você definir a palavra-chave e torcer para que a pessoa faça a busca de forma alinhada, é sua empresa que avalia o que está sendo pesquisado e, então, cria os conteúdos conforme as necessidades.

Por isso, é preciso conhecer as soluções mais adequadas para essa finalidade. As 3 principais são:

 

Keyword Planner

É a ferramenta do Google Ads, que permite encontrar palavras-chave, volume de buscas semanal e outras informações relevantes para sua estratégia. Para acessar, basta fazer o seu cadastro, entrar na tela inicial e selecionar o planejador. Preencha algumas informações solicitadas e o sistema fornece ideias de keywords relacionadas ao seu negócio.

Apesar de ser desnecessário preencher todos os campos, quanto mais informações você fornecer, maior será a precisão das sugestões feitas. A atenção aqui recai nos casos em que você não tem uma campanha do Ads ativa. Nesse caso, não há recomendações tão exatas. Ainda assim, é uma boa ideia fazer a consulta para ter ideias.

 

Keyword Tool

É uma alternativa excelente para encontrar variações de uma palavra-chave. Basta inserir o termo, definir qual motor de busca deseja analisar, determinar o idioma da pesquisa e receber as sugestões. A vantagem é que o Keyword Tool apresenta diferentes variáveis de forma detalhada, sempre prezando pelo maior volume de busca e pelas long tails — que vamos explicar mais adiante.

Essa ferramenta é gratuita e desconsidera o volume de buscas. No entanto, você pode usar essa análise e colocar as sugestões no Keyword Planner. Desse modo, você tem uma verificação mais precisa e adequada ao seu negócio.

 

SEMrush

É uma ferramenta paga, com limitação de 5 consultas diárias por palavra-chave ou sites para usuários gratuitos. Sua vantagem é oferecer uma avaliação completa, com variações e termos relacionados, e até indicação das keywords mais usadas pela concorrência. Entre os elementos apresentados estão:

  • volume de pesquisa mensal;
  • número de resultados;
  • variações e palavras-chave relacionadas;
  • gráfico de tendência de crescimento de volume de busca;
  • lista com os 20 primeiros colocados no Google;
  • lista com variações do Ads.

 

Depois de usar as ferramentas, defina quais são as melhores palavras-chave para criar conteúdos relevantes. Lembre-se de que nem sempre o volume de buscas é a melhor opção. Vale a pena considerar diferentes aspectos, especialmente as variações disponíveis e as long tails.

Além disso, analise a dificuldade de ranqueamento da palavra-chave. O SEMrush apresenta esse índice, que vai de 0 a 1. Quanto mais elevado, mais difícil é a capacidade de alcançar os primeiros lugares da SERP.

 

Objetivos principais da palavra-chave 

Definir uma palavra-chave tem um objetivo bem específico: garantir a boa execução da sua estratégia de SEO e de marketing de conteúdo. Dentro disso, existem outras metas menores, por exemplo, aumentar o tráfego orgânico do site ou blog, trazer mais qualidade para as visitas recebidas etc.

Para chegar a esse propósito, é necessário trabalhar as palavras-chave de cauda curta e longa, ou seja, as head tail e as long tail, respectivamente. Entenda cada uma delas.

 

Palavra-chave Head tail

São as de cauda curta, ou seja, que são compostas por uma ou duas palavras, geralmente. Apresentam o maior volume de buscas mensal para um nicho determinado. Apesar disso, a concorrência também é mais elevada. Por isso, conseguir um bom posicionamento só com as head tails é mais difícil.

Para alcançar bons resultados, é preciso trabalhar melhor o conteúdo, que precisa ser mais completo e nunca superficial. Além disso, utilize muito bem o link building, porque é uma estratégia essencial para melhorar o ranqueamento.

 

Outra medida necessária é o monitoramento constante do conteúdo. Ele deve ser analisado sempre para saber se os resultados esperados estão sendo atingidos. Da mesma forma, é importante atualizar o site com frequência para manter a relevância.

O problema das head tails é que o volume de tráfego orgânico tende a ser menos qualificado. Por serem palavras-chave mais genéricas, qualquer pessoa acessa o seu site e é mais difícil fazer uma segmentação apropriada.

 

Palavra-chave Long tail

São as palavras-chave de cauda longa, são maiores e mais específicas. Por isso, são menos trabalhadas e é mais fácil conseguir bons resultados no ranqueamento do SEO. Por trazer um tráfego qualificado, existem mais chances de gerar oportunidades e fazer o visitante entrar no funil de vendas da sua marca.

Perceba que, aqui, o número de acessos tende a ser menor, mas a conversão é maior. Portanto, é indicado trabalhar tanto head tails quanto long tails ao mesmo tempo. Dessa forma, os resultados atingidos são mais consistentes.

 

Em resumo, as long tails têm como características: menor volume de tráfego, qualificação nos acessos, direcionamento do conteúdo a um ponto específico e capacidade de solucionar as dúvidas dos usuários.

Agora você entendeu o que precisa fazer para ter uma boa palavra-chave. Porém, ainda falta definir as personas. Vamos falar delas agora para ficar bem claro.

 

Personas

São representações semi fictícias do cliente ideal. Em outras palavras, são personagens criados em cima de compradores de verdade, daqueles que são fiéis à sua marca ou adquirem produtos ou serviços com regularidade. 

Uma mesma empresa pode ter mais de uma persona. O que importa é que cada uma delas seja bem específica. É preciso determinar suas características, onde trabalha, nível de renda, faixa etária, hobbies, hábitos, preferências e mais.

 

Quanto mais detalhes existirem, melhor. Perceba que a persona é uma parte específica do seu público-alvo. Esse segundo é mais abrangente. Por isso, ao especificar o cliente ideal, você direciona melhor as suas ações, inclusive a palavra-chave.

É a partir da persona e da keyword que você define os temas a serem trabalhados no blog e cria conteúdos relevantes. Esses aspectos são essenciais para atrair o leitor, chamar sua atenção e fazê-lo permanecer na página por mais tempo. Então, é gerada credibilidade, reputação e tudo o que já falamos até aqui. Tudo está interligado!

 

Análise das páginas do Google

É mais um aspecto a ser considerado na sua estratégia de SEO. Aqui, o objetivo é entender a SERP para saber o que tende a trazer mais resultados. Com todas as etapas feitas até aqui, a ideia é comparar as informações para definir o próximo passo.

Você também pode usar ferramentas para fazer essa análise, como a Keyword Difficulty e a MozBar. A primeira é paga e traz mais métricas relevantes, inclusive a dificuldade da palavra-chave. Assim, você sabe onde se concentrar para melhorar o posicionamento.

Com a segunda, você pode exportar os dados para um arquivo CSV e fazer a comparação pelo Excel. Assim, analisa domínio de autoridade, links, autoridade da página, trust flow, citation flow e linkagem de domínios diferentes.

Na análise das páginas do Google, é importante atentar a alguns aspectos relevantes do SEO. Veja alguns deles:

 

Meta Descrição

É a terceira informação visualizada pelos usuários na SERP, é um fator de atração de leitores. A meta description consiste em uma tag de até 160 caracteres. Se você ignorá-la, uma descrição automática será exibida — e isso pode gerar um resultado indesejado. Portanto, vale a pena criá-la e colocar um CTA no final, por exemplo, “saiba mais” ou “clique para descobrir”.

 

URLs

É a segunda informação visualizada e deve transmitir um significado. Por isso, as boas práticas já indicadas devem ser seguidas, para que ela se mantenha amigável. Mais que isso, sempre coloque a palavra-chave para manter a coerência com o conteúdo e garantir a indexação.

 

Erro 404

É um fator de SEO técnico, mas que faz a diferença. O erro 404 é apresentado como uma resposta automática do site, quando ele apresenta algum problema referente ao domínio. Ele pode estar relacionado a vírus, página expirada, URL incorreta ou extensão incompatível. Por isso, ao surgir na tela, afasta os potenciais leads e deixa de gerar tráfego de qualidade.

 

Sitemap

É o mapa do site. Ele cria uma espécie de cópia que sinaliza ao Google Bot e ao crawler quais são os caminhos corretos para fazer a leitura das páginas e sua indexação. Por isso, tem tudo a ver com o SEO, já que aumenta a sua chance de ficar bem posicionado.

 

Análise da concorrência

Precisa saber quais práticas tendem a surtir resultados positivos? A análise de concorrência é uma boa prática. Mas ainda existem outros motivos para fazer isso. É uma forma de conhecer oportunidades, entender os pontos fortes e fracos das outras empresas e saber o que você precisa explorar para otimizar seu site para o Google.

Para executar esse processo, você pode contar com a análise SWOT, uma ferramenta estratégica que ajuda a fazer um diagnóstico da sua empresa e a monitorar a concorrência. A proposta, aqui, é mensurar pontos positivos e negativos.

Para isso, comece observando os fatores internos, que são forças ou fraquezas. Algumas possibilidades a avaliar são:

  • tempo de mercado;
  • localização;
  • recursos humanos e financeiros;
  • marketing;
  • gestão.

 

Em seguida, avalie os fatores externos, que são oportunidades e ameaças. Por serem de fora do negócio, é difícil controlá-los. Entre eles estão:

  • clientes;
  • fornecedores;
  • concorrentes;
  • novos integrantes do mercado;
  • substitutos ao seu produto ou serviço.

 

Para fazer a análise SWOT e chegar à avaliação da concorrência, vale a pena considerar alguns aspectos. Listamos todos eles a seguir:

 

Erros do concorrente

Analise o que a concorrência faz e quais são seus pontos fracos na estratégia de SEO. Por exemplo, as URLs são amigáveis? A title tag e a meta description são usadas da forma correta? Existe alguma medida ignorada e que sua empresa pode explorar? Há muitos erros on page?

 

Links

Apontam oportunidades importantes para ranquear melhor. Considere qual é a principal fonte de aquisição de links da concorrência e veja se sua empresa também pode aproveitar essa origem. Confira, ainda, a distribuição dos textos âncora e se são adotadas táticas passíveis de punição pelo Google.

 

Conteúdo

Observe se a palavra-chave é adotada de forma correta ou se pode melhorar. Outros aspectos importantes são: verificar se o conteúdo é estático ou dinâmico, se há atualização frequente e quais formatos são ignorados na estratégia.

 

Redes sociais

Avalie quais são os resultados da concorrência nesses canais, ou seja, se têm muitos compartilhamentos e interações. Confira se são ativos e se o site tem botões de compartilhamento. 

 

Design

Veja se o design da concorrência é responsivo. Caso não seja, é uma oportunidade para você aproveitar esse diferencial competitivo.

 

Análise de links

Ter uma linkagem adequada interna e externa é essencial. Por isso, confira como está a sua estruturação e a do concorrente. Essa é a maneira de melhorar a reputação do seu site e oferecer mais autoridade para suas páginas internas e também para o domínio.

A linkagem interna orienta o visitante do site a passar para outros assuntos relacionados. Por isso, você deve fazer hiperlinks ao longo do texto. Eles devem estar bem distribuídos, para evitar que todos fiquem concentrados em um só local.

 

Além disso, coloque o hiperlink, de preferência, em mais de uma palavra, para torná-lo mais visível. Para o Google, essa é uma indicação de que o seu site tem várias informações relevantes. Para o usuário, é a oportunidade de ver mais artigos e ficar mais tempo nas páginas.

Por sua vez, a linkagem externa serve tanto para estabelecer uma espécie de parceria de longo prazo quanto para fortalecer a reputação da sua marca. O link building pode ser algo natural, escolhido pelo próprio site, ou por meio de um relacionamento fechado com a sua empresa.

 

Por isso, você pode fazer os guest posts, que ocorre quando um visitante escreve para o seu site ou sua empresa faz um texto para o blog de outro negócio. A ideia é que existam links dos dois blogs para que ambos sejam beneficiados e tenha sua autoridade fortalecida.

Em ambos os casos, cuide com os links quebrados. Eles geram erros nas páginas. Por isso, se você fez um link building, que agora está falhando, vale a pena entrar em contato com o autor e sugerir a substituição pelo endereço da sua página.

 

Monitoramento

Avalie de forma constante o posicionamento orgânico do seu site e blog empresarial, a fim de saber como a página está se desenvolvendo e qual é o desempenho do conteúdo. Verifique o alcance conseguido e se é possível atualizar, otimizar, republicar algumas postagens, a fim de melhorar os resultados.

Aqui, também há oportunidades de melhoria. Ao monitorar os resultados, você descobre erros e também algumas chances de trabalhar o SEO para atingir um posicionamento melhor na SERP.

 

O que faz o analista de SEO?

Esse profissional é o especialista responsável por fazer a pesquisa de palavras-chave, analisar o SEO Onpage e SEO Off Page, e analisar métricas. Por isso, ele vai muito além do conteúdo. O salário para essa função varia bastante e vai de R$ 2.000 por mês a R$ 5 mil, depende da empresa e da região em que a vaga está localizada.

O analista de SEO é necessário para garantir mais resultados consistentes para a estratégia. Ele conseguirá atrair clientes de maneira orgânica e sólida e oferecerá alguns benefícios, por exemplo:

  • aumento do tráfego;
  • geração de leads qualificados;
  • possibilidade de aumentar as vendas do negócio.

 

Tudo isso é conquistado por ele ter uma visão mais direcionada que um gerente de conteúdo, por exemplo. Suas qualificações são mais técnicas e ele tem chance de agregar bastante ao trabalho dos outros profissionais da equipe. Saiba mais, a seguir:

 

A qualificação necessária para SEO

O analista de SEO precisa ter graduação ou experiência de trabalho em Marketing. Além disso, é importante ter familiaridade com as principais ferramentas de busca e análise de palavra-chave, a fim de efetuar um bom trabalho.

Outros aspectos importantes são experiência em SEO, especialmente com o direcionamento para dados e otimização, o conhecimento dos fatores de ranqueamento e de atualizações de algoritmo, e ter boa escrita e prática no marketing de conteúdo. Se tiver feito certificações, é mais um ponto positivo.

 

As habilidades que um analista de SEO deve ter

O bom profissional nessa área precisa ter ótima comunicação escrita e a capacidade de analisar dados, gerar e explicar relatórios e resultados, e realizar otimizações com base nos dados levantados.

Além disso, é importante ter conhecimento básico sobre programação, como HTML, sitemap, breadcrumbs e robots. Ter domínio das ferramentas de SEO e conhecimento sobre user experience são diferenciais relevantes.

 

O panorama de mercado para essa profissão

O mercado está propício para a contratação de analistas de SEO. O motivo é a qualificação técnica dos profissionais, que conseguem alcançar resultados mais efetivos em menos tempo. Com essa especialização, ainda é possível potencializar o conteúdo online e monitorar os resultados para evitar quedas bruscas.

Esses motivos fazem o profissional ser um dos mais valorizados hoje. Há bastante espaço no mercado, tanto em agências de marketing que focam resultados quanto em empresas que querem manter um bom posicionamento no Google.

Depois de ver todas essas informações sobre a otimização de sites para os motores de busca, você percebeu que o trabalho envolve muitas variáveis, mas é extremamente importante para o desenvolvimento da empresa e o alcance de bons resultados. Contar com a experiência de um bom profissional é a melhor alternativa para amarrar essas ideias e conceitos, e colocá-los em prática.

 

Perceba que o SEO vai muito além do marketing de conteúdo ou das palavras-chave. Desenvolver um monitoramento constante e adotar outras estratégias, como a linkagem externa e interna, são as ações que levarão seu negócio ao sucesso.

 

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