Mídia programática: transformação na forma como se vende e compra mídia

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O mercado de marketing é amplo e cheio de possibilidades. Ao mesmo passo em que novas técnicas surgem a cada dia, versões modernas de ações tradicionais também fazem a diferença.

Uma dessas modernizações envolve a mídia programática, uma nova abordagem para lidar com uma das formas mais antigas de marketing: a publicidade.

Produzir conteúdo, investir em táticas de SEO, redes sociais e outras tantas opções de marketing digital já faz parte da rotina da maioria das empresas.

Mas, em certas situações, nada é tão útil quanto colocar o seu produto ou serviço de frente para as pessoas certas e fazer uma oferta matadora.

É para isso que existem os anúncios. E a mídia programática veio para transformar a forma como se vende e compra mídia.

Ainda não está por dentro do assunto? Então chegou na hora certa, pois é isso que vamos te ensinar neste artigo!

O que é mídia programática?

O conceito de mídia programática é mais fácil de entender do que parece. Trata-se de uma forma automatizada de comprar ou vender mídia para campanhas publicitárias.

Por exemplo, suponha que você precisa comprar links patrocinados para uma importante campanha.

Se fizer isso de forma manual, pode gastar bastante tempo para garantir que o público alcançado seja exatamente o que procura, e pelos melhores preços. Uma tarefa nada fácil.

A mídia programática torna esse processo mais fácil e confiável. Basta que você escolha a ferramenta que vai usar para comprar mídia, e configurar suas necessidades e preferências.

Como a mídia programática funciona?

Hoje, a mídia programática ainda não é regra quando se fala em compra e venda de espaço publicitário. Mas esse deve se tornar o caso rapidamente, à medida que a tecnologia avança e os benefícios se tornam conhecidos do grande público.

O grande apelo da mídia programática não é apenas facilitar o processo de compra, mas torná-lo mais eficaz. O motivo disso é que a segmentação leva cada usuário em consideração.

Como assim? Em muitos sites, qualquer pessoa vai acessar os mesmos anúncios em cada página que acessar. Com um sistema mais inteligente como a mídia programática, é diferente.

Os anúncios são mostrados de acordo com o histórico de navegação e preferências conhecidas dos visitantes, o que aumenta sua eficácia e, consequentemente, o retorno sobre investimento.

Mas para entender melhor a mecânica da compra e venda de anúncios, é preciso compreender o que significam os termos mais usados na mídia programática. É isso que veremos a seguir.

O vocabulário de mídia programática

Vários termos comuns na mídia programática podem ser completamente estranhos para quem não conhece o processo de compra e venda automatizada de anúncios.

Para te ajudar a compreender melhor como ela funciona, fizemos uma lista com os principais conceitos e termos que você precisa aprender.

Assim, o princípio da mídia programática vai ficar mais claro na sua mente. Veja:

Ad Network

Ad Network, ou rede de anúncios, é a empresa que serve como ponte de ligação entre os anunciantes e quem tem espaço para anunciar (conhecidos como publishers).

Ad Exchange

Ad Exchange é como uma bolsa de valores de anúncios, ou seja, uma plataforma que faz a mediação entre quem os publishers e o DSPs para facilitar a compra.

Tanto na Ad Exchange quanto a Ad Network mostram os inventários dos publishers, e que deverão ser considerados pelos anunciantes quando buscarem o perfil ideal de persona.

RTB — Real time bidding

O Real time bidding é o leilão em tempo real, a forma mais comum pela qual se realiza a compra e venda de anúncios por meio da mídia programática.

Muitos confundem a ideia de leilão em tempo real com o próprio conceito de mídia programática, em si. Mas, para ficar bem claro, os dois não são a mesma coisa.

O RTB é apenas uma das peças de uma tecnologia muito mais ampla, a mídia programática.

DSP — Demand-side platform

O papel da DSP é ajudar quem deseja comprar mídia de forma simples. É nessa plataforma que se define o perfil de usuário que a campanha pretende alcançar (gênero, interesses, idade, renda, etc.).

Além disso, é definido também o valor que o comprador está disposto a pagar pelo perfil desejado. A partir dessa descrição, o DSP vai se conectar com o Ad Exchange em busca por pessoas que se encaixem no padrão.

SSP — Sell-side platform

Se existe uma plataforma para ajudar o comprador, também existe uma para auxiliar os vendedores de mídia, aqueles que têm uma audiência e espaço publicitário pronto para comercializar.

Nessa plataforma, os vendedores registram seus inventários de mídia, que serão colocados em várias Ad Exchanges e Ad Networks. O SSP observa todas essas redes ao mesmo tempo e mostra a que parece mais atrativa ao vendedor.

DMP — Data management platform

A DMP é uma plataforma que guarda dados de páginas web e informações sobre sua audiência.

Ela é relevante para analisar os dados de cookies de sites web, além de dados de parceiros e até de terceiros, tudo para oferecer uma gama de informações maior e mais precisa, que facilite e enriqueça o processo de compra e venda de mídia.

ATD — Agency trading desk

São as empresas que realmente fazem a compra da mídia. Essas agências são conhecidas por ter grande conhecimento sobre as diferentes DSPs, e sabem como realizar as melhores transações tanto para anunciantes quanto para publishers.

Não precisamos mais de pessoas para negociar mídia?

Se as ferramentas de mídia programática são mais confiáveis que o processo manual, economizam tempo e garantem que os investimentos sejam mais precisos, é provável que não precisemos mais de profissionais para cuidar disso, certo? Errado!

Há muito mais por trás de uma campanha publicitária que a compra de mídia. Além disso, a mídia programática só funciona bem quando os parâmetros definidos são exatos.

Se não for usada da forma correta, nem a melhor ferramenta disponível pode salvar seus anúncios de serem mostrados para o público errado e apresentar resultados abaixo do esperado.

Naturalmente, o tempo gasto com as transações de compra e venda vai ser bem menor, e permitirá que os profissionais se dediquem mais à criação de campanhas inteligentes, que motivem e engajem o público de forma mais convincente.

Por que você precisa dar atenção à mídia programática?

A mídia programática até chama atenção e parece uma opção muito interessante para o futuro, mas será que você deve apostar nessa tecnologia desde já? A resposta é sim!

Não é porque ainda está em processo de adoção por grande parte das empresas que a mídia programática é menos confiável ou não merece crédito.

Pelo contrário, é sua chance de se adiantar com relação aos concorrentes e dominar plenamente o uso da ferramenta desde já.

Além disso, os benefícios são muito grandes, e quanto mais cedo começar a usá-la, mais rápido vai contar com eles. Veja 3 dos principais:

Melhor custo-benefício

Gastar menos para rodar campanhas de maior sucesso parece um ótimo negócio, não concorda? É exatamente essa a proposta da mídia programática, para todos que souberem fazer uso dela.

Como todo investimento de marketing, o balanço de uma campanha de publicidade depende diretamente dos resultados conquistados com a estratégia.

Então, não se trata só de pagar mais barato por espaços de anúncio ao deixar que a ferramenta dê lances por você.

É saber que o custo-benefício final vai ser bem melhor por conta de como todo o processo se desenrola, e de como a campanha se torna mais eficaz.

Eficiência de tempo

Com tantas atividades para realizar ao mesmo tempo diariamente, nunca houve tanta necessidade de produtividade quanto hoje. Diante disso, pense no valor de ganhar tempo com a compra de mídia para suas campanhas.

Esse é um elemento crítico de qualquer plano publicitário, então não pode ser ignorado ou feito de qualquer jeito. Consequentemente, leva tempo e exige atenção dos profissionais designados para isso, tanto antes quanto durante o processo de negociação.

A mídia programática reduz drasticamente o tempo que você ou algum membro da sua equipe vai gastar com isso, e poderá se dedicar a outras tarefas tão relevantes quanto.

Chances de conversão

Não importa o quanto a campanha seja bem elaborada e planejada, se o anúncio for exibido para o público errado, todo o trabalho vai por água abaixo.

É claro que entre profissionais esse não é o caso, mas realizar a compra manual de mídia pode sim fazer com que você gaste um pouco mais do que esperado para conseguir o público ideal, ou que não consiga atingir exatamente o perfil que buscava.

De qualquer forma, qualquer detalhe pode significar uma diferença grande nas chances de conversão e, por sua vez, no retorno sobre investimento realizado.

A mídia programática é um avanço e tanto na forma como se compra e vende mídia. Essa mudança não deve passar despercebida na sua empresa, afinal, traz consigo muitos dos já conhecidos benefícios da automação de marketing. Ainda assim, a percepção humana continua sendo o maior diferencial da boa propaganda.

Quer aprofundar ainda mais seus estudos? Então, entenda o que é Inbound Marketing e aprenda tudo o que você precisa saber!

Conteúdo produzido pela equipe da Rock Content!

 

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