Branding digital: criando marcas transformadoras

Tiago Magnus

4 minutos de leitura

Assunto importantíssimo para o sucesso de qualquer empresa, branding digital, em bom português, nada mais é do que a gestão da marca e, consequentemente, a forma como ela é percebida pelas pessoas.

Nos últimos tempos, a digitalização vem mudando a maneira como agimos e pensamos no mundo corporativo. Existe a necessidade de toda uma mudança cultural das empresas para que as mesmas estejam preparadas para atender às expectativas de um mercado em constante inovação.

Em um artigo publicado no site da Kunde&Co, Mikkel Bach-Andersen, sócio da empresa, fala sobre o tema e acredita que a base do branding continua a mesma. O que mudou são as oportunidades. O especialista acredita que existem algumas tendências que englobam a visão geral do mercado quando o assunto é a gestão da marca.

Uma delas é que a natureza humana não mudou, mas nossos comportamentos são diferentes. Em outras palavras, os desejos, motivações e necessidades mais básicas ainda permanecem, porém o jeito que pesquisamos, nos comunicamos e consumimos foi totalmente modificado por causa da digitalização.

Bem, se o comportamento do consumidor mudou, é imperativo pensar que a marca deve seguir o mesmo caminho. É por isso que compreender a diferença entre a natureza humana universal e a mudança comportamental é a chave do sucesso para o gerenciamento de marcas na era digital.

Outra mudança visível está relacionada ao empoderamento das pessoas. Com a ascensão da internet, é como se um novo mundo de possibilidades tivesse se apresentado logo ali, nas telas dos nossos dispositivos – que, por sua vez, estão sempre à mão. Somos mais pró-ativos e participativos, buscando insights, opiniões e comparações sempre que surge uma dúvida.

O tradicionalismo já não é visto com bons olhos e os canais corporativos de comunicação não retêm o monopólio da informação. Fontes como blogs, sites especializados e redes sociais são constantemente procurados pelos usuários, deixando tudo mais transparente.

Também devido a essa ampliação de visão, os diretores e CEOs de empresas não são mais tão inalcançáveis assim. Muitos deles, aliás, nem são mais vistos como as pessoas mais importantes das corporações. Transferiram a autoridade para colaboradores e especialistas mais engajados com o público e que, por isso, obtêm mais sucesso ao estabelecer um canal de comunicação entre marca e consumidor.

Escute o artigo completo no player abaixo:

Como trabalhar o branding digital

Agora que já temos uma visão geral sobre os principais pontos de mudança depois da transformação digital, chegou a hora de saber qual é a melhor maneira de criar uma marca que seja eficaz em ambas as frentes, no online e no offline.

Bach-Andersen compartilha uma dica de ouro: mantenha a tecnologia próxima, e sua marca mais próxima ainda. Para ele, o segredo está em evitar armadilhas e agarrar as oportunidades conforme elas se apresentam.

O primeiro ponto de atenção é trabalhar ações que realmente demonstrem a transparência da empresa e não apenas afirmem que ela existe. O ditado que diz uma imagem vale mais do que mil palavras cabe bem nesse contexto. Ou seja, em vez de sair por aí falando tudo o que a sua organização faz de bom, melhor mesmo é pular uma etapa e ir direto ao ponto – mostre!

O segundo passo é parar de achar que o CEO da empresa é o único representante da marca. No branding digital, os reais embaixadores são os colaboradores. Eles são mais confiáveis, atingem audiências maiores e engajam de 8 a 10 vezes mais com usuários, segundo Bach-Andersen.

Terceiro, encontre um propósito maior. A sua empresa não é simplesmente o produto ou o serviço que produz, é mais que isso. Para agregar valor à marca, pense grande e use essas ideias para montar a espinha dorsal do seu negócio. Crie um conceito, construa um storytelling.

O uso inteligente de dados é o passo número 4 da construção de um branding de sucesso. O simples acesso à abundância de dados não vale nada, é preciso acrescentar alma a essa mistura. Em outras palavras, não apenas armazene dados. Sozinhos, eles não são nada. É preciso analisá-los a fundo para aproveitar as oportunidades que oferecem – de preferência, com um pouquinho de alma e coração.

Ponto crucial: foque seus planejamentos e ações no cliente e integre canais. Não pense somente no site da sua empresa. Pense no todo, no físico e no digital. Esteja igualmente presente em todos eles, com as mesmas abordagens. Faça com que essa transição natural entre o online e o offline aconteça sem empecilhos para o seu público.

Por fim, não faça com que a sua marca seja robotizada. Muito embora devamos abraçar a tecnologia, tome cuidado para não deixar tudo muito automático. Sua empresa não é só software, ela também carrega uma história, tem um passado e almeja um futuro.

A tecnologia sem uma história é uma concha vazia. Não provoca sentimentos e pode fazer com que as companhias sigam uma rota reativa, sem propósito, significado ou direção. Tecnologia é essencial – mas é um facilitador da sua marca e não o contrário.

Tecnologias como suporte para o fortalecimento de marcas

A análise de dados, a personalização da experiência, as ofertas sob medida, o estreitamento da comunicação com clientes e o maior engajamento da marca com os consumidores são medidas cruciais para que as estratégias de branding funcionem de acordo com as expectativas empresariais.

As soluções digitais surgem como auxiliarem imprescindíveis nesse processo. Ainda que todos estejamos tentando ocupar lugar de destaque na mente dos nossos consumidores, algumas gigantes mundiais se destacam no mercado e já conseguem aplicar novos conceitos com maestria, em projetos que ditam o que ainda está por vir.

O site Customer Think listou alguns exemplos interessantes de marcas globais que vêm trabalhando o branding digital com o auxílio da tecnologia. Alguns dos casos de sucesso incluem nomes como:

Ikea: que aplica técnicas de realidade aumentada que permite que os consumidores visualizem os móveis a venda em versões 3D dentro da própria residência, através de um aplicativo que funciona como um designer virtual de interiores.

Louis Vuitton: que foi uma das primeiras marcas do mercado de luxo com presença ativa no Snapchat.

L’Oreal: que também utiliza realidade aumentada para fazer com que as mulheres testem a aparência de seus cosméticos em um espelho virtual.

Zappos: que desenvolveu o branding com foco nos desejos do seu público-alvo e atualmente é considerada uma das marcas padrão para atendimento digital ao cliente.

Essas são apenas algumas das muitas empresas que estão inovando digitalmente em nome de um processo de branding mais poderoso.

Existem muitos outros exemplos, nacionais e internacionais, que certamente devem ser considerados caso você esteja em busca de inspiração para desenvolver a sua própria marca de maneira eficiente e que entrega as experiências que o novo consumidor digital está buscando!

 

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