O que podemos aprender de branding e co-branding com a cultura sneakerhead

Ruan Fernandes

4 minutos de leitura

Antes de conhecer o co-branding, precisamos entender o que é branding, e aparentemente essa pergunta parece ser bem comum, mas muitas pessoas ainda têm dificuldades para respondê-la.  

 

Uma marca é o conjunto de expectativas, memórias, histórias e relacionamentos que, juntos, representam a decisão do consumidor de escolher um produto ou serviço em detrimento de outro.

– Seth Godin

 

Uma marca vai muito além do seu produto, logotipo, site ou nome, por isso é importante entender como fazer uma boa gestão de marca. Assim, neste artigo eu vou trazer alguns exemplos de boas ações de branding no mundo sneakerhead. 

 

O que é esse tal de mundo sneakerhead? 

Em inglês, “sneaker” significa “tênis”, então já podemos imaginar que um sneakerhead é uma pessoa que possui muitos tênis, mas não se trata só disso, pois estamos falando de tênis que contam uma história, por meio do seu design. 

Alguns são lançados em parceria com atletas, artistas e até mesmo outras marcas. Além disso, os sneakers podem podem ser de edições únicas e limitadas, e essa escassez encoraja os sneakerheads a adquirir um produto raro, mesmo que custe um valor muito alto.

 

Essa cultura ganhou popularidade nos anos 80, com principal influência do basquete e hip hop, e nos dias atuais alcançou um patamar muito elevado, inclusive, ganhando uma série na Netflix.  

 

Case de sucesso: Nike

Um bom exemplo de como trabalhar branding nesse universo é o maior atleta de basquete de todos os tempos: Michael Jordan. Podemos dizer que ele foi revolucionário dentro e fora das quadras de basquete. Em 1984, a Nike, que estava com dificuldades na época, trabalhando apenas com tênis de corrida, buscava um jogador de basquete jovem que pudesse emprestar o seu nome a uma nova linha de tênis de cano alto, em cores.

 

Então, veio a sacada de apresentar um plano de marketing para o até então novato do Chicago Bulls, essa parceria se tornaria histórica, não só pelo fato de Michael Jordan ser o primeiro atleta negro a representar a imagem da Nike, mas também por ser o primeiro jogador de basquete na história a quebrar uma das regras do código de vestuário impostos pela NBA: todos jogadores deveriam usar tênis brancos na quadra. 

 

O sucesso foi imediato, alcançando 55 milhões de dólares nas primeiras vendas do Nike Air Jordan em 1985, e superando o número de vendas que a marca estimava entre 3 e 4 milhões de pares, no primeiro ano de lançamento.   

 

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Durante anos a Nike realizou diversas parcerias de sucesso que contribuíram para consolidar ainda mais sua marca no mercado, os resultados dessas boas parcerias refletem até hoje, a linha exclusiva de Michael Jordan atingiu US $3,14 bilhões no ano de 2019, 10% a mais do que no ano anterior.  

 

As parcerias com cantores também são comuns, como o caso de Kanye West. Em 2013, ele assinou um contrato milionário com a Adidas, levando sua linha Yeezy para a marca alemã. Desde então, a colaboração da marca de Kanye West com a Adidas já rendeu cerca de US $1 bilhão de dólares, segundo a revista Forbes. 

 

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Conheça o Co-branding

Mas as parcerias de sucesso no mundo sneakerhead não param por aí, só em 2020 aconteceram parcerias de gigantes como: Dior x Jordan, Aimé Leon Dore x New Balance, Nike x Playstation, Adidas x Pokémon e Nike x Ben & Jerry’s. 

Esses exemplos mostram que uma boa parceria entre marcas pode gerar ótimos resultados, e essa prática no mundo do marketing é conhecida como co-branding ou co-marketing

 

Apesar de usar alguns exemplos do mundo sneakerhead, existem muitas lições que podemos tirar dessas parcerias, para pensar em como iniciar uma estratégia de co-branding.

 

Vantagens do Co-branding 

  • redução de custos: o investimento pode ser dividido entre as duas partes.
  • agregar valor à marca: as pessoas tendem a confiar mais em marcas que têm alianças firmadas com outras;
  • exposição e aumento do brand awareness: sua marca pode alcançar novos mercados;
  • aumento de vendas e ganhos financeiros.

 

Alguns cuidados para iniciar uma estratégia de Co-branding  

  1. você deve ser extremamente cuidadoso ao associar a sua marca a outra, uma escolha ruim pode acabar gerando conflito entre o público das duas empresas;
  2. procure empresas que tenham serviços ou produtos que complementam os seus, dessa forma você unirá forças e potencializará seus resultados;
  3. analise a missão, visão e valores do seu futuro parceiro, é importante que essa união faça sentido para as duas empresas; 
  4. deixe claro quais marcas serão responsáveis por cada parte do projeto, defina bem os canais de venda e remuneração das partes envolvidas. 

 

Uma estratégia de parceria com outras empresas pode ter ótimos resultados. Aqui, tudo vai depender de uma boa análise, planejamento, e que seu desenvolvimento seja feito com marcas semelhantes ao seu negócio.

 

Portanto, o Co-branding não é só para grandes empresas. Ou seja, os pequenos e médios negócios também podem usar essa estratégia, e conquistarem parcerias de sucesso para se posicionarem melhor no mercado. Essa estratégia colaborativa pode ser muito eficaz, já que permite pensar fora da caixa, e unir as ideias de equipes.

 

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