Aprenda a vender mais com o Copywriting!

Isabella Villar

Isabella Villar

Graduanda em Marketing na Fatec Sebrae, é fascinada pela versatilidade da área. Faz parte do time de Inbound Marketing da Hubify e atua como Revisora de Conteúdo.

6 minutos de leitura

Você já se deparou com uma marca que tivesse abordagem invasiva para divulgar seu produto ou serviço? Infelizmente, isso é bastante comum, e justamente para reverter essa situação, surgiram novas técnicas para adequar a comunicação com o público e transmitir uma mensagem com transparência no marketing de conteúdo — um exemplo é o Copywriting!

Essa técnica consegue passar o protagonismo da compra para o consumidor, ou seja, a experiência será resumida em encontrar a solução de uma dor e não apenas “vender”.

E foi assim que as grandes empresas notaram os benefícios que o uso de Copywriting pode oferecer. E aí, quer saber como isso acontece na prática? Então, continue lendo este artigo e aproveite!

O que é Copywriting?

Existem diversas definições para esse conceito, aqui vamos entender como uma técnica de escrita utilizada no marketing e nas vendas, com foco em persuadir e convencer o leitor a tomar uma ação, é capaz de vender por meio das palavras.

Entretanto, é preciso ficar atento ao vício de técnicas que prometem bons resultados, pois quando elas são utilizadas de forma exaustiva, pode ser prejudicial para sua estratégia. 

Um exemplo disso são os gatilhos mentais (principalmente, de escassez e urgência), que são bastante conhecidos para criar conteúdos que convertam em uma ação, fazendo com que se tornem repetitivos para o leitor. 

A dica principal para um bom Copywriting é criar algo que gere valor e se destaque entre os demais, sem a necessidade de contar com fórmulas prontas!

Como ele funciona?

Uma estratégia de Copywriting terá sempre o objetivo de desenvolver bons conteúdos visando alcançar algum tipo de ação, seja a venda de soluções ou produtos, ou até mesmo o download de um material. 

A ideia é produzir conteúdos relevantes e impactantes que podem ser usados para diversas finalidades. Algumas delas são:

  • sites e formulários;
  • e-mail marketing;
  • anúncios no Google ou em redes sociais;
  • posts orgânicos em redes sociais;
  • catálogos;
  • landing pages;
  • vídeos e cartas de vendas.

Mas antes de usar o Copywriting para ajudar a atrair mais clientes, existem algumas regras que são fundamentais para não errar na hora de produzir e direcionar suas copys. Veja quais são!

Conheça o seu público-alvo 

É inegável que conhecer o público-alvo da sua empresa é fundamental para o negócio dar certo em todos os sentidos e, na aplicação das técnicas de copy, não é diferente! 

Entender suas personas e saber exatamente quais são suas dores é passo essencial para saber chamar a atenção do público de forma eficiente em uma boa estratégia de Copywriting. 

Então tenha claro quais são as personas do seu negócio, suas dores e desejos, e use essas informações para criar copys estratégicas.

Conheça o seu produto

Muito se fala em quanto conhecer o público-alvo é importante (e realmente é), mas às vezes, as empresas esquecem de entender e otimizar os produtos ou serviços que oferecem. 

Pensar na solução também é parte essencial das estratégias de Copywriting, não apenas para entender o que deve ou não, ser evidenciado em uma copy, mas também para entender se o que está sendo oferecido é realmente relevante para o momento atual da persona. 

Afinal, se você divulga algo que não solucione um problema ou que não gere valor, dificilmente seu público irá aceitar como sendo o ideal para resolver sua dor.  

Você pode seguir algumas técnicas

Existem algumas técnicas que podem ser seguidas para facilitar a estruturação de uma copy. E vamos falar sobre duas delas: P.A.S.T.O.R e AIDA.

Na estrutura chamada P.A.S.T.O.R, sua copy deve seguir 6 passos essenciais, são eles:

  • Problema: evidencie qual é a dor da persona; 
  • Amplificar: demonstre o que pode acontecer, caso o problema não seja resolvido;
  • Solução: apresente o seu produto/serviço como a melhor escolha para resolver o problema;
  • Transformação: indique como o seu produto/serviço vai fazer a diferença na vida do consumidor;
  • Oferta: chegou o momento de realizar a venda, apresente os valores e condições;
  • Resposta: explique ao público o que ele precisa fazer para alcançar o seu objetivo, com ajuda do seu produto/serviço. 

O modelo AIDA é uma das mais conhecidas e difundidas, principalmente entre quem não tem um conhecimento tão avançado em técnicas de Copywriting. Sua estrutura é a seguinte: 

Banner Topic Cluster
  • Atenção: use elementos chamativos na sua copy para atrair a atenção do leitor. Aqui, pode ser usado tanto elementos textuais, como visuais (imagem e vídeos, por exemplo);
  • Interesse: despertar o interesse do leitor usando assuntos relevantes e interessantes para sua dor. Uma boa dica nessa etapa é instigar curiosidade ou usar elementos que toquem nas emoções do seu público;
  • Desejo: inspire seu leitor com os benefícios do que você apresenta para despertar desejo;
  • Action: aqui você irá induzir o seu público para a realização de uma ação. Tente ser objetivo e focar na solução do problema a partir da ação realizada. 

Aplicando o Copywriting na prática

Agora que você sabe a função do Copywriting, como ele funciona e algumas técnicas de escrita, chegou a hora de usar para aumentar suas vendas!

Seguir alguns passos básicos, podem te ajudar a ter uma boa copy de vendas. Confira!

Escreva como você fala

Deu para notar que a comunicação personalizada é fundamental para transmitir uma mensagem que impacte o seu leitor, não é mesmo?

Então, nada melhor do que desenvolver uma escrita próxima a ele, escrevendo da mesma forma como você fala — mas, é claro, sempre usando o bom senso. 

Isso gera um efeito incrível, já que aumenta a intimidade com o público, quebrando a formalidade de ser alguém “superior”, além de oferecer um conteúdo mais dinâmico e fluido!

Podemos citar o exemplo do filme Deadpool, no qual o personagem principal utiliza o recurso “quebra da quarta parede” para conversar com o telespectador, durante as cenas de ação que representam o clímax da história.

Ok, mas como fazer isso?

Para ajudar você, separamos algumas dicas práticas que podem enriquecer o conteúdo, ou então prejudicá-lo. Vamos lá?

  • a informalidade não significa usar gírias e palavrões: portanto evite esses termos;
  • dirija-se ao leitor sem plural: use “você” na segunda pessoa, dando sentido de exclusividade;
  • cadência: não use frases e parágrafos longos, isso também ajuda na escaneabilidade;
  • utilize conjunções no início das frases: para ligar suas ideias no texto, de forma mais dinâmica. Por exemplo: e, mas, ou, pois, como, logo, porque;
  • conte com as interjeições;
  • preveja as reações do leitor para se antecipar.

Crie uma Proposta Única de Valor (PUV)

Assim como já mencionamos, em uma boa Copywriting é essencial demonstrar o que faz seu produto/serviço ser único, para se destacar e ganhar atenção do público.

É importante falar sobre a utilidade da sua oferta na vida do consumidor, mesmo que não seja um aprendizado, demonstrando por que vale a pena consumir aquilo.

Aqui, o storytelling é bastante útil e ele combina com os princípios do Copywriting, por isso estão interligados!

Afinal, não é à toa que grandes marcas já utilizam esses dois recursos para promover sua oferta. Durante um comercial, sempre existe uma mini história por trás do roteiro, que consegue incentivar uma compra, com leveza.

Saiba usar os gatilhos mentais

As técnicas de Copywriting visam sempre trabalhar com as emoções do seu público, e um dos itens indispensáveis para isso são os famosos gatilhos mentais.

Os gatilhos mentais são agentes externos que podem produzir sintomas emocionais nas pessoas. Basicamente, são estímulos que agem diretamente no nosso cérebro e provocam determinadas reações (boas ou ruins).

A reação aos gatilhos mentais é algo natural do ser humano, e o Copywriting os estrutura de maneira pensada e estratégica, para proporcionar os sentimentos e as emoções desejadas no leitor. 

Existem diversos gatilhos mentais, alguns mais utilizados do que outros dentro do copywriting. Confira os principais:

  • Escassez: consiste em incitar no leitor a sensação de perda. É usado principalmente quando o produto ou serviço tem uma quantidade limitada;
  • Urgência: busca provocar uma ação imediata por parte do leitor. Pode ser aplicado quando a oferta tem duração limitada, por exemplo;
  • Reciprocidade: esse princípio consiste na retribuição de um favor. Um exemplo clássico é quando uma empresa oferece um material ou brinde em troca dos dados da persona;
  • Autoridade: esse gatilho visa trabalhar a confiança das pessoas, colocando sua empresa, produto ou serviço como líder ou especialista no ramo;
  • Prova Social: busca-se o convencimento a partir da satisfação de outras pessoas. Por exemplo, quando a empresa mostra que sua marca é escolhida por pessoas bem-sucedidas ou que tiveram bons resultados;
  • Antecipação: é a criação de boas perspectivas sobre o lançamento de um produto, serviço ou ação da empresa. Teasers são perfeitos para provocar essa reação no leitor;
  • Novidade: aqui, busca-se incitar o prazer de novas coisas. A atualização anual nos modelos de smartphones da Apple, por exemplo, é um excelente uso desse gatilho. 

Lembre-se que, independentemente dos gatilhos mentais, você precisa saber exatamente o objetivo da sua comunicação antes de criar uma boa copy, e claro, sempre pense em resolver as dores da sua persona. 

Ah, e nem pense em sair por aí usando todos os gatilhos mentais no seu texto! 

Uma copy com excesso de gatilhos mentais fica difícil de entender e pode até ter o efeito inverso do desejado, então, use com moderação!

Esperamos que tenha gostado de conhecer mais sobre os benefícios do Copywriting para vender mais! Agora, recomendo que você leia o nosso artigo sobre escrita criativa e tenha mais um reforço na criação de conteúdos para engajar seu público-alvo!

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